quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Perfil do turista que visita o Porto e Norte de Portugal

Está traçado o perfil dos turistas que visitam o Porto e Norte de Portugal e que aterram no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. O estudo, apresentado na passada quarta-feira, foi elaborado pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), em conjunto com a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal (ERTPNP), e com o apoio do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. As férias são para a esmagadora maioria dos inquiridos (60%) o principal motivo de visita ao Porto e Norte de Portugal.A Internet foi o meio mais procurado para organizar a viagem à região do PNP com 54% a preferir esta ferramenta. Segue-se a agência de viagens para 23% dos inquiridos e 11% não fez qualquer marcação prévia. Note-se que 4% planeou a viagem por telefone e email e 3% respondeu que a sua empresa tratou de todo o planeamento. Apenas 1% disse que marcou a viagem através de conhecidos.

No que toca à reserva da viagem, 41,9% efectuou a marcação com seis ou mais semanas de antecedência, 21,1% com duas a três semanas, 18,6% a menos de uma semana de viajar, e 18,4% entre quatro a cinco semanas.

Este estudo apurou ainda que 289 dos turistas alugaram carro para se deslocarem na região. Já 271 dos visitantes utilizou preferencialmente o autocarro nas suas deslocações no PNP, 226 andaram de comboio, 154 preferiram usar o carro de familiares ou amigos na região e 152 escolheram o táxi.

As actividades mais praticadas no PNP também foram auscultadas nesta pesquisa. No ranking das mais procuradas surgiu a visita a monumentos da região para 61,3% dos turistas; a motivação que se seguiu foi a gastronomia para 58,2%; depois as compras para 52,1%; a visita às caves do vinho do Porto para 43,1%. Outras das atracções que os turistas apontaram foram: ir à praia para 39,7%; visitar museus para 37,4%; comprar artesanato regional para 34,9%; passear de carro (34,8%); gozar a animação nocturna (24,6%); cruzeiros de barco no Douro (20,3%); assistir a eventos culturais (17,1%), circuitos organizados de autocarro (13,4%; paisagem (12,3%; assistir a eventos desportivos (7,3%; visitar o vale do Douro (5,6%) e jogar golfe (2,2%).

Os cinco principais mercados emissores para a região Porto e Norte de Portugal foram a França (16,2%), Alemanha (13,8%), Bélgica (10,6%), Espanha (8,0%) e Reino Unido (6,8%). A pesquisa revelou também que 6,33 dos viajantes que estiveram no PNP de férias recomenda o destino, 5,88 tenciona regressar e 6,06 mostrou-se satisfeito com a visita à região.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Algarve promove oferta na Galiza

A Associação Turismo do Algarve (ATA) participou na Expogalaecia 2009 - Salón de Turismo, Gastronomía y Artesanía de Galicia y Norte de Portugal - que decorreu até ontem em Vigo, no intuito de reforçar a sua aposta na Galiza. O Algarve marcou presença nesta feira através de um stand promocional de 36 m2 onde disponibilizou informação turística aos visitantes e reuniu com a imprensa e agentes do sector.A anteceder a sua presença na feira e durante os dias do evento, a ATA promoveu uma campanha em rádios locais com um spot de 30 segundos transmitido na Cadena Ser, Cadena Dial, Rádio Cope e Rádio Voz. Além do spot, em todas as rádios promove passatempos com a oferta aos ouvintes de prémios disponibilizados por vários parceiros da ATA.

A ATA recorda no comunicado enviado que esta foi a segunda presença do Algarve na Galiza em 2009, "após o êxito obtido em Maio com o evento "Algarve Invita Galicia" que recebeu 22000 visitantes, gerando um volume de negócio considerável às empresas algarvias". A associação admitiu ainda o desejo de reeditar o evento em 2010, "mantendo uma aposta reforçada neste mercado emissor, potencializando a nova rota Porto - Faro que se espera estratégica para o aumento do fluxo de turismo galego para a região".

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

World's Sexiest Affordable Destinations - Oporto, Portugal

Porto, Portugal

Why Go Now: World-renowned architects are adding 21st-century design to the medieval landscape of Portugal's second-largest city—the Casa da Música theater by Rem Koolhaas and the Serralves Contemporary Art Museum by Pritzker Prize–winning Portuguese architect Álvaro Siza.

The Details: If you want to stay in the old part of town, the Pestana Porto (doubles from $226) is a boutique property with balconies overlooking the Douro River. Or check in to the intimate Guest House Douro (doubles from $185), where eight light-filled rooms have large French windows and marble baths. The best restaurants and bars are concentrated in the tony Foz district. At the beachside ShiS (dinner for two $100), you'll find Asian-inflected Portuguese dishes such as crab risotto with avocado ice cream. A stone's throw away is Praia Da Luz (dinner for two $65), a casual steak house where the water laps right up to your table. In the heart of Porto, stop by the 88-year-old Café Majestic for traditional rabanadas (mini French toast).

T+L Tip: Don't miss Livraria Lello, a neo-Gothic bookstore with soaring interiors and a stained-glass skylight.

TravelandLeisure

Revista americana põe Porto no top do Mundo

"Travel & Leisure" elogia património. Comerciantes agradecem incentivo.

A revista americana "Travel & Leisure" considerou, na edição deste mês, o Porto como um dos destinos "mais charmosos e acessíveis" do Mundo. Comerciantes vêem no elogio um "incentivo". Já os turistas valorizam a cidade de "beleza única".

"Arquitectos de renome internacional dão um toque de modernidade ao cenário medieval da segunda maior cidade de Portugal, como são disso exemplo a Casa da Música, desenhada por Rem Koolhaas ou o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, projectado pelo arquitecto português Álvaro Siza Vieira", pode ler-se na publicação americana, que destacou igualmente outros locais de interesse da cidade como o café Majestic, a livraria Lello, a esplanada da praia da Luz, o restaurante Shis, a Guest House Douro e o Hotel Pestana Porto.

Carmen Rodriguez, proprietária do hotel de charme Guest House Douro, que goza de vista privilegiada para o rio Douro, recordou, ao JN, a "experiência magnífica" de, em Julho, ter recebido a equipa da "Travel & Leisure", e especificamente a directora de moda da revista, Mimi Lombardo.

"Foi formidável ver como se apaixonaram pelo Porto e como ficaram encantados com tudo o que viram", contou a proprietária do hotel, que não tem dúvidas que sendo a publicação "a maior revista de viagens dos Estados Unidos" da América, o impacto da notícia "é obviamente enorme e muito interessante para o Porto".

Antero Braga, responsável da livraria Lello, também reconhece que "é uma honra estar continuamente a receber elogios" por parte da Imprensa estrangeira , porque funcionam como um "incentivo para se tentar fazer um melhor trabalho" (ler texto na página).

"Bairrismos à parte", José Gomes, de 75 anos, natural do Porto, confessou ser um "amante da Invicta" e, por isso, explicou "ser difícil eleger o local mais bonito da cidade". Ainda assim, o idoso não tem dúvidas que os "lugares citados pela revista amerciana são muito elitistas", preferindo destacar "a vista sobre o rio Douro". "Ao menos é gratuita", sublinhou.

Depois de terem conhecido Lisboa e o Alentejo, os americanos Sharon e Frederick Klein decidiram regressar a Portugal. "Mas desta vez para ir ao Pinhão e ao Porto", contou Sharon ao JN.

De máquina fotográfica em punho direccionada para o café Majestic, Frederick desabafa que "ao contrário do que se sente em Lisboa, o Porto é centro cultural com muito mais dinamismo. "É com toda a certeza a cidade do país com mais charme". E será a do Mundo? "Bem, uma coisa é certa, o Porto não pode ser comparado a nada, porque o seu maior charme é a simpatia das pessoas", concluiu.

Jornal de Notícias

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Inaugurada rota da Ryanair entre Porto e Faro

Realizou-se ontem o primeiro voo doméstico da Ryanair, ligando o Porto e Faro, numa rota directa que não tem concorrência, já que a TAP faz escala em Lisboa. A rota será servida por quatro frequências semanais durante o período de Inverno, sendo provavelmente reforçada durante o Verão. A Ryanair espera transportar cerca de 70 mil passageiros anualmente na rota que agora inaugura, tendo como principais mercados o turismo de negócios, mas também turistas e estudantes que costumavam usar o automóvel para chegar ao Algarve. As ligações partem do Aeroporto Sá Carneiro ao domingo, segunda, quarta e sexta-feira às 12.00 e chegam a Faro às 13.00, com o voo de regresso da cidade algarvia às 13:25 e chegada ao Porto às 14.30. A low cost irlandesa utilizará um B737-800 com capacidade para transportar 189 passageiros.. A rota inaugurada é a 12ª da Ryanair a operar no aeroporto de Faro, sendo que a Ryanair não esconde que aspira ser a principal companhia aérea em Portugal até 2012.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Fátima promovida no Brasil, integrada em circuitos de turismo religioso e cultural em Portugal, Espanha e Europs

Um grupo de hoteleiros - Hotel Coração de Fátima, Hotel Cruz Alta, Hotel Estrela de Fátima, Hotel Regina, Hotel Santa Maria e Hotel São José - juntou-se para promover a sua oferta no Brasil, primeiro num workshop em São Paulo e depois na ABAV, que está a decorrer no Rio de Janeiro.De acordo com o comunicado enviado à redacção, a decisão do grupo de hoteleiros surgiu "depois de observar que a procura do destino Fátima por brasileiros, integrada em circuitos de Turismo Religioso e Cultural em Portugal, Espanha e Europa, tem vindo a crescer de forma sustentada, tornando-se um mercado importante para os hoteleiros da região". Assim, o grupo esteve presente no Workshop Descubra a Europa, promovido pela Comissão Europeia de Turismo, com a presença de outros 76 expositores do sector do turismo europeu. E agora está na Feira das Américas, promovida pela ABAV no Rio de Janeiro. O stand próprio é no pavilhão 4, Rua 9, nº 13. Com a oferta alargada de alojamento em Fátima estará ainda um parceiro hoteleiro de Lisboa (Hotel Roma) e um operador turístico especializado neste tipo de circuitos (Argon Travel), dada a complementaridade dos seus serviços.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Lisboa lança guias turísticos da região no telemóvel dia 22

A Área Metropolitana de Lisboa vai ter cinco guias turísticos para utilização no telemóvel já a partir da próxima quinta-feira. A apresentação deste novo produto vai ter lugar no dia 22 de Outubro pelas 19h00, no Lisboa Welcome Center, na Rua do Arsenal, 15.Os novos guias turísticos YouGo incluem: Lisboa, Costa do Estoril, Sintra, Mafra e Oeiras, e segundo o percurso escolhido pelo utilizador, disponibilizam informação cultural, de lazer, desportiva, de alojamento e de restauração, entre outras. Este produto está disponível nos postos de turismo das regiões abrangidas e através dos sites www.yougoplanet.com e www.askmelisboa.com.

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Sá Carneiro com menos 0,8% passageiros em Setembro

Os aeroportos portugueses receberam mais de 2,5 milhões de passageiros durante o mês passado, número que ascende quase aos 20,7 milhões desde o início do ano. No cômputo geral, pelos aeroportos ANA, que não contemplam os aeroportos da Madeira, passaram menos 3,9% passageiros (para um total de quase 2,4 milhões de pessoas), em relação a Setembro de 2008, enquanto que o número de voos diminuiu 5,8%, para um total de 21.932 voos.

Pelo Aeroporto da Portela passaram 1.227.250 pessoas, o que correspondeu a uma quebra de 4,6%, divididos pelos 11.239 voos realizados (menos 7% em relação ao mesmo mês do ano passado, mas ainda assim mais de metade dos voos dos aeroportos portugueses). Entre Janeiro e Setembro, Lisboa recebeu quase 10,2 milhões de passageiros, e registou 100.522 movimentos.

No que diz respeito ao Aeroporto Sá Carneiro, o número de passageiros caiu ligeiramente (-0,8%) em relação a Setembro de 2008, totalizando 423.707, que se dividiram entre os 4.453 voos (uma redução de 9,7%).

O Aeroporto de Faro teve uma quebra de tráfego de passageiros igual a Lisboa (4,6%), passando pela infraestrutura algarvia 627.048 passageiros durante Setembro último, um número que ascende aos 4,17 milhões se tivermos em conta os resultados acumulados desde Janeiro.Faro registou 4.186 voos durante o mês passado, o que representou uma queda de 3,6%.

Os principais aeroportos das Regiões Autónomas (Ponta Delgada e Funchal) foram os mais penalizados no passado mês. Em Ponta Delgada, Setembro foi sinónimo de uma quebra de 5,2% no tráfego de passageiros, tendo passado pelo aeroporto açoriano 84.290 passageiros, num total de 1,193 voos (o que correspondeu a um aumento de 5,6%). Tendo em conta valores acumulados, a cidade açoriana recebeu 724.395 passageiros e 9.678 voos. No que diz respeito ao Aeroporto do Funchal, o número de passageiros caiu em Setembro 8,9%, para um total de 208.041, enquanto que o número de voos diminuiu 7%, para 1.857.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

OMT cria o T20, grupo mundial de Turismo

A Organização Mundial do Turismo (OMT) decidiu na 18ª Assembleia Geral, em Astana (Cazaquistão), criar o T20, um grupo formado pelos ministros do Turismo dos países que integram o G20, grupo das 20 maiores economias do planeta. O objectivo da criação deste grupo passa por reforçar o posicionamento do turismo mundial como meio primordial para a criação de empregos e para a recuperação económica.


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Barómetro IPDT: “ERT’s devem ser responsáveis pela promoção interna e externa”

As Entidades Regionais de Turismo devem ser responsáveis não apenas pela promoção interna do turismo, como também junto dos mercados externos, é a opinião de 58,8% dos inquiridos da 29ª edição do Barómetro Academia do Turismo, contra 41,2% que considera que as ERT's devem concentrar as responsabilidades de promoção interna. Ainda de acordo com os resultados desta sondagem efectuada pelo IPDT, a maioria dos inquiridos (73%) vê com bons olhos a recente reorganização administrativa do sector turístico. Cerca de metade (46%) considera "bom" o impacto motivado pela reestruturação (para as actuais 11 ERT's), contra 27% não encara a reforma como uma oportunidade de tornar mais eficiente a promoção turística das diferentes regiões.No momento em que a Ryanair se prepara para inaugurar a primeira rota de baixo custo entre Porto e Faro, o painel foi também auscultado sobre a exploração das rotas internas nacionais por parte de companhias aéreas low cost. A esmagadora maioria dos inquiridos (87,1%) concorda com esta situação, enquanto que 8,6% partilha de opinião contrária. Nota ainda para uma pequena percentagem dos inquiridos (1,4%) que apoia a exploração de ligações aéreas domésticas por parte de empresas de baixo custo, desde que a rota Lisboa-Porto não seja abrangida. Passado o período do Verão, o Barómetro Academia do Turismo procurou ainda avaliar o desempenho do turismo nacional, comparativamente ao mesmo período de 2008. Os resultados vão ao encontro do esperado. Recorde-se que na edição 27 do Barómetro, lançada em Abril de 2009, o painel já previa um Verão mais fraco ao nível dos principais indicadores turísticos.

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Novo modelo de financiamento do TP assenta em gestão por objectivos

Inicia-se agora o trabalho de concretização efectiva", observou Luís Patrão a propósito da formalização da contratualização das 11 Entidades Regionais de Turismo com o novo modelo de financiamento do Turismo de Portugal, na passada sexta-feira. "Propomos que cada uma das entidades assuma as suas responsabilidades para cumprir os objectivos definidos", referiu o presidente do TP realçando que este sistema de contratualização "traz mais responsabilidade, eficiência e gestão por objectivos" uma vez que potencia a utilização das verbas atribuídas, estabelece objectivos de execução e estimula o desenvolvimento de projectos entre entidades públicas e privadas. "O Turismo de Portugal vai trabalhar para superar e resolver os problemas que possam vir eventualmente a surgir", garantiu ainda Luís Patrão acreditando que "todos temos a ganhar com esta gestão das verbas públicas".Além de instituir a distribuição por critérios objectivos - que antes não existiam - a atribuição de verbas está dependente de as ERT's definirem e se comprometerem com metas objectivas para as suas actividades anuais, num mecanismo que estimula a participação dos agentes públicos e privados no desenvolvimento nos destinos turísticos em questão. O TP defende que este é "um modelo dinâmico, que alinha as estratégias regionais de desenvolvimento turístico com a estratégia nacional. Com os novos critérios, as Entidades poderão ver reforçadas as suas dotações nos anos seguintes, se conseguirem cumprir ou superar as metas a que se propuseram e se a sua dimensão relativa (número de camas turísticas, número de dormidas, conselhos aderentes) se alterar entretanto".

De salientar que, apesar de os contratos assinados com as 11 ERT's dizerem respeito a 2009, todas as Entidades foram sendo financiadas ao longo deste ano de modo a garantir o funcionamento das mesmas. Recorde-se que o modelo agora contratualizado com o TP na presença do Secretário de Estado do Turismo e dos representantes das 11 Entidades Regionais de Turismo prevê que os 20,6 milhões de euros definidos este ano pelo Orçamento de Estado como receitas das ERT's, lhes sejam distribuídos segundo os critérios que estão previsto na Lei. Na ocasião, Bernardo Trindade disse acreditar que "esta é uma nova etapa de responsabilidade, de aplicar bons princípios de gestão e um bom partida para as novas Entidades. O SET deixou ainda um apelo às 11 ERT's: "É preciso caminhar no sentido de diminuir o peso da estrutura porque assim estaremos a disponibilizar mais financiamento para a promoção das regiões".

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Turismo interno cresce 3,6% no Norte

O crescimento de 6,1% do mercado nacional, correspondente a 2,3 milhões de dormidas, não chegou para compensar a perda de 9,7% dos mercados internacionais, geradores de 3,1 milhões de dormidas. Assim, os dados do INE relativos a Agosto dão conta de -3,5% de dormidas (total de 5,4 milhões) do que em igual período do ano passado. Já os proveitos totais atingiram 259,4 milhões de euros e os de aposento 192 milhões, correspondendo a variações homólogas negativas de 6% e 5,4%, respectivamente.


Em Agosto último, a hotelaria registou 1,7 milhões de hóspedes, valor sensivelmente igual ao do mês homólogo (+0,4%). Mantendo a tendência dos meses anteriores, as pousadas e os motéis apresentaram resultados bastante positivos por comparação com o período homólogo, com acréscimos das dormidas superiores a 10%. Os restantes tipos de estabelecimentos revelaram uma evolução negativa, embora os hotéisregistem uma certa tendência de estabilização (-1,6%).No período em análise, o principal mercado emissor foi Espanha, com uma quota de 23,7% do total de dormidas de não residentes, tendo sido o único a apresentar uma evolução positiva (+1,7% do que em Agosto de 2008). O Reino Unido, a Alemanha, a França, os Países Baixos e a Itália que, no seu conjunto, concentraram mais de 50% das dormidas de não residentes, tiveram um desempenho negativo, sobretudo no que respeita ao mercado britânico (-21,5%), que foi o segundo mercado emissor mais importante neste mês.

No que respeita à distribuição regional, o Alentejo foi a região com resultado mais positivo (+23,5%), semelhante ao dos meses anteriores. O Norte (+3,6%) e Lisboa (+0,9%) apresentaram igualmente crescimentos homólogos, mas de menor dimensão. As restantes regiões permanecem com reduções no número de dormidas que, nas Regiões Autónomas, superam os 10%: os Açores tiveram -11,6% e a Madeira -10,6%.

O Algarve, a Madeira e os Açores foram as regiões que apresentaram as taxas de ocupação mais elevadas. No entanto, face a Agosto de 2008, estes valores traduzem uma redução da taxa de ocupação nas Regiões Autónomas, superior a 8 p.p.. A estada média foi de 3,2 noites, ligeiramente inferior à do mês homólogo (3,3).

No que respeita ao Rendimento Médio por quarto (Rev Par), no mês de Agosto, os estabelecimentos hoteleiros registaram 259,4 milhões de euros de proveitos totais e 192 milhões de euros de proveitos de aposento, equivalendo a quebras homólogas de 6,0% e 5,4%, respectivamente.

No acumulado de Janeiro a Agosto de 2009, há a referir que os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de nove milhões de hóspedes que originaram 25,9 milhões de dormidas, movimento que, em comparação com o mesmo período de 2008, se traduz numa evolução negativa de 3,9% e 6,6% respectivamente.

O INE alerta, contudo, que "estas variações são contudo menos negativas do que as verificadas em períodos anteriores", afirmando mesmo que "esta evolução é semelhante à que se tem verificado a nível internacional", invocando para o efeito as as últimas estimativas disponibilizadas pela Organização Mundial de Turismo, e que publicámos na semana passada.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mercado holandês cresce no Aeroporto Sá Carneiro

O mês de Setembro ficou marcado pelo ligeiro decréscimo de passageiros (-0,8%), para um total de 423.707, enquanto que os movimentos de aeronaves caíram 9,7% para se fixarem em 4.451. A queda pouco acentuada foi segurada pelo sector das low costs, que prosseguem o franco crescimento no Aeroporto do Porto (15,8%), em parte devido à base da Ryanair. Os mercados que maior protagonismo conseguiram no mês passado em Pedras Rubras foram o holandês, que cresceu 58,4%, o suíço (de onde vieram mais 25,5% dos visitantes à Cidade Invicta), e o francês (responsável por um incremento de 18,9% do volume de passageiros). Apesar da França ter conseguido a medalha de bronze, foi o país que mais passageiros levou ao Porto, num total de 90.613 durante o mês de Setembro, e em termos acumulados 692.982. Sem surpresas, a companhia campeã em crescimento de tráfego de passageiros foi a Ryanair, com um crescimento de 26,6% em Setembro, em relação ao mesmo mês de 2008. A medalha de prata foi ganha pela Luxair, que transportou mais 24%, enquanto que a easyJet cresceu 22,2%. Ainda assim, a TAP ainda é a companhia que mais passageiros registou no Aeroporto Sá Carneiro em Setembro, um total de 148.738, o que representou uma descida de 11,2%. No patamar inverso, a Air Nostrum cresceu 217,1%, tendo sido responsável pela passagem de 14,728 passageiros pelas instalações do aeroporto portuense.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Turismo do Porto e Norte de Portugal promove-se na Galiza

A Turismo do Porto e Norte de Portugal vai participar na 40ª Edição da FEXDEGA, feira multisectorial no âmbito do artesanato, gastronomia e recursos turísticos que irá decorrer de 9 a 12 de Outubro em Vilagarcia de Arousa (Pontevedra - Galiza).Referência no sector, a FEXDEGA conta com 40 anos de experiência na organização de feiras e exposições comerciais e tem como objectivo promover as ofertas de empresários dos mais diversos sectores da região.
A Turismo do Porto e Norte de Portugal estará presente na FEXDEGA em parceria com as Rotas Gourmet de Lousada; Vinduero; Trasvinis; Amendouro; Quinta da Torre; Solimar e Museu do Douro.

De destacar a realização de uma prova gastronómica com compotas, doces, frutas em calda, queijos, amêndoas e vinhos regionais do Porto e Norte de Portugal, que terá lugar no segundo dia da feira (10 de Outubro) às 17 horas (hora espanhola).

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Crise faz disparar turismo interno na Inglaterra

Dados recentes do Inquérito de Turismo do Reino Unido (United Kingdom Tourism Survey ) revelados pela VisitEngland, indicam que o turismo interno na Inglaterra cresceu 14% nos primeiros seis meses de 2009, enquanto o turismo externo desceu 17%.
Nas contas da VisitEngland, tal aumento do turismo interno corresponde a mais 2,6 milhões de viagens e mais de 9,1 milhões de dormidas, de Janeiro a Junho 2009. Embora o número total de pernoitas tenha descido 1% desde Janeiro, resultado onde se incluem as visitas a familiares e amigos e o segmento de MI - sector que continua a ressentir-se da crise - o turismo de lazer na Inglaterra mostra alguns sinais do optimismo dos consumidores, com um aumento de 5% nos gastos, confirmando que o Verão de 2009 foi passado em casa.


Além disso, o grupo de pesquisa da VisitEngland, iniciado em Agosto, indica que a atitude para com o turismo doméstico está a mudar. Os inquiridos assumem muitas vezes conhecer melhor alguns destinos estrangeiros do que o próprio país e consideram que, além da "experiência genuína, aprenderam imenso sobre as regiões de Inglaterra".

James Berresford, director executivo da VisitEngland, está moderamente optimista quanto ao futuro do turismo britânico. "A Inglaterra está de novo na moda e os britânicos estão a redescobrir a diversidade e o apelo das férias em casa. É uma tendência que tem vindo a ser desenvolvida nos últimos anos e que pretendemos continuar com a ajuda da indústria do turismo". "Sabemos que as pessoas procuram experiências desenhadas à medida dos seus interesses, seja um retiro espiritual, seja uma aventura ou um city-break. E estão a tomar consciência de que a Inglaterra consegue dar-lhes isso e muito mais".

A campanha de TV "VisitEngland's Enjoy Every Minute" está no ar desde 8 Septembro e encoraja os short breaks e visitas de um dia para o Outono. A campanha já atingiu cerca de 30 milhões de ingleses, 61% da população adulta de Inglaterra.

"Há claramente segmentos ainda em dificuldades, como o mercado das conferências e eventos. Mas enquanto indústria, este é o momento para reagir e assegurar que quando as circunstências económicas melhorarem, termos uma estratégia robusta para atrair novos visitantes e fidelizar os repetentes," afirma James Berresford.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Turismo de Coimbra lança nova rota turística da 1ª Dinastia

"Rota da 1ª Dinastia" é a nova ferramenta promocional da Turismo de Coimbra, E.M. lançada ontem. Trata-se de um novo roteiro sobre a cidade, um percurso especializado que está acessível online (www.turismodecoimbra.pt), com recurso a monumentos modelados em 3D, que permite realizar uma visita virtual ao património cultural. A rota "permite sublinhar, de forma muito atractiva, o papel central de Coimbra na formação do reino de Portugal", sublinha a Turismo de Coimbra no comunicado enviado à redacção.A propósito da nova plataforma e do novo guia sobre a cidade de Coimbra também apresentado, Luís Alcoforado, presidente do Conselho de Administração da Turismo de Coimbra, E.M., comentou que "avançamos significativamente na informação turística que disponibilizamos aos nossos visitantes".


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Porto/Norte é a região turística mais atractiva

O Porto e Norte de Portugal é a marca/região mais atractiva, no continente, para os turistas portugueses. É a conclusão preliminar de um estudo que o Turismo de Portugal apresentou, ontem, terça-feira, em Coimbra, e que suscitou de imediato críticas.

O polémico estudo científico, encomendado pela Turismo de Portugal à Brandia Central e cujos resultados finais só vão ser conhecidos em Dezembro, pretendeu avaliar a atractividade de 13 destinos turísticos no território continental e criar uma ferramenta de orientação para melhorar o posicionamento desses destinos perante o mercado interno. O ranking da atractividade das 13 marcas/região alvo de estudo coloca o Porto e Norte de Portugal em primeiro lugar, seguido do Douro, Algarve, Lisboa, Porto, Alentejo, Alentejo Litoral, Serra da Estrela, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Alqueva e Leiria-Fátima.

O presidente da Turismo do Centro diz que "os resultados deste estudo são muito duvidosos" e "a sustentação do trabalho é demasiado falível". Pedro Machado critica o facto de a Madeira e os Açores não entrarem no estudo, que custou quase 200 mil euros ao Turismo de Portugal, e considera "impossível" que a região Centro seja mais atractiva, de facto, do que Lisboa e Vale do Tejo. Por outro lado, considera um absurdo que se meta "no mesmo saco" regiões de turismo que existem há poucos meses, como aquela que lidera, com outras, como o Algarve, que foram criadas há 50 anos. "É comparar o incomparável", defende o presidente da Turismo do Centro. Pedro Machado deixa uma outra "farpa" ao líder do Turismo de Portugal, Luís Patrão: "Parece-me uma questão de bom-senso que este estudo tivesse sido primeiro apresentado aos responsáveis pelas regiões de turismo e só depois aos jornalistas. E não a ambos ao mesmo tempo".

Luís Patrão reconhece alguns erros, como por exemplo "a apresentação de um ranking, que cria a ideia errada de competitividade". "Mas a Brandia Central foi livre de fazer o seu estudo, de acordo com os seus critérios, nos quais não interferimos", frisou. Entre as variáveis usadas pela Brandia Central para avaliar a atractividade de cada marca-região encontram-se as paisagens urbana e rural, gastronomia, simpatia da população local, oferta hoteleira, clima, oferta cultural, património. O resultado final do estudo será conhecido no final do ano. O objectivo é o de oferecer a cada marca-região dados que lhes permitam melhorar a sua atractividade.

Jornal de Notícias

Não percebo as críticas feitas. Há aqui coisas que me parecem óbvias. Que Madeira e Açores não fazem parte do conceito de turismo de proximidade e de fim de semana que é uma componente relevante do turismo interno. Que a existência administrativa de regiões de turismo não tem qualquer relação com a avaliação da atractividade turística de um destino. Que me parece perfeitamente razoável que o Centro (Coimbra, Aveiro, Viseu, Figueira da Foz) não pode ser mais atractivo do que Lisboa e Vale do Tejo (arredores de Lisboa como Sintra e Cascais e península de Setúbal). E seguramente não vejo porque motivo apresentar o estudo primeiro às regiões de turismo. As regiões de turismo deveriam ter sido consultadas, sim, para contribuir para a definição da metodologia do estudo. Uma vez definida a metodologia, a única opinião que interessa é a dos turistas.

A verdadeira crítica é que não é claro para os turistas o que é o "Porto e Norte" que não inclui nem o "Porto" nem o "Douro", o que é "Lisboa e Vale do Tejo" sem "Lisboa", sem "Oeste", e o que é o Alentejo sem o litoral nem o Alqueva. E já agora, o que é hoje o Alqueva em termos turísticos? Já tem alguma coisa? Que eu saiba ainda é apenas um destino turístico em projecto.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Elisa e Couto unem Porto e Gaia

Os candidatos do PS às câmaras do Porto e de Gaia, Elisa Ferreira e Joaquim Couto, apresentaram ontem propostas conjuntas de mobilidade e turismo para as duas cidades. Os socialistas consideram que com Rio e Menezes Porto e Gaia vivem "de costas voltadas".


Num gesto simbólico, os candidatos juntaram-se a bordo de um barco no Douro a apresentar ideias para facilitar o atravessamento do rio que separa as duas cidades. Elisa Ferreira defendeu o alargamento do tabuleiro inferior da ponte D. Luís e o licenciamento de barcos para atravessar o rio. "Há promotores e gente interessada", afirmou a candidata do PS.

Também Joaquim Couto culpa os actuais presidentes das duas autarquias da falta de articulação de projectos entre as duas margens. "As propostas são muitas e os projectos e os planos também já existem sendo que as circunstâncias políticas e pessoais dos dois presidentes de câmara não têm permitido pô-los em prática", afirmou o socialista adversário de Luís Filipe Menezes, em Gaia.

"O rio Douro tem de ser um factor de união e não de separação entre as duas cidades", resumiu Elisa Ferreira, neste encontro no Douro, que reuniu também alguns arquitectos de renome, entre os quais Nuno Portas e Manuel Correia Fernandes. Este último é o número dois da lista de Elisa.

Correio da Manhã

Bloco de Esquerda reafirma ser contra privatização do Aeroporto do Porto

O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara do Porto, João Teixeira Lopes, apresentou hoje um conjunto de medidas relacionadas com o turismo e a animação da cidade, manifestando-se contra a privatização do Aeroporto do Porto.

As ideias do candidato bloquista à autarquia portuense foram discutidas com os empresários do sector durante o debate promovido pela APHORT - Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo que decorreu no Hotel Infante Sagres.

"A principal questão que se coloca é que todo o desenvolvimento da cidade tem sido feito sem olhar para a hotelaria, comércio e restauração", explicou à Lusa João Teixeira Lopes, que deu o exemplo do Plano Director Municipal (PDM) da cidade, que permite "a concentração de grandes superfícies comerciais que têm feito o comércio a retalho sofrer elevadas perdas".

João Teixeira Lopes manifestou a clara oposição do BE em relação à privatização do Aeroporto do Porto, salientando neste aspecto um claro afastamento de opinião "quer em relação a Rui Rio, quer em relação a Elisa Ferreira". "Privatizar o aeroporto seria colocá-lo à mercê de interesses particulares divergentes, que resultaria num aeroporto destroçado", disse o bloquista que considera que a infra-estrutura "deve permanecer nas mãos do Estado mas com uma participação regional dum concelho consultivo".

Para o candidato do BE à Câmara do Porto "o que faz a produtividade das cidades não é a repetição de receitas mas sim a diferença" e "é o sentido de lugar" que tem permitido a algumas áreas - design, estética, hotéis de charme - adaptar-se ao contexto internacional.

João Teixeira Lopes acusou a Câmara do Porto de falta de "pró-actividade na formação e modernização dos operadores turísticos", considerando que a fórmula de sucesso para a promoção dos estabelecimentos é um "funcionamento em rede, por áreas e recorrendo a sinergias". A falta de uma rede de animação dos espaços públicos da cidade do Porto é outra das acusações feitas pelo BE à actual gestão camarária.

Outra das grandes preocupações de João Teixeira Lopes em relação à cidade tem a ver com a saída de população do Porto, que foi o "segundo concelho que mais população perdeu entre 2001 e 2005". "Numa cidade sem gente, não há turismo nem comércio que aguente", concluiu o candidato do BE.

Diário de Notícias

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Minho mais perto de ser destino “in”

O "Minho IN" vai revolucionar a imagem de ruralidade daquela região do Norte do País. Trata-se de um plano que envolve um investimento global público-privado na ordem dos 400 milhões de euros até 2013, no qual 80% dos projectos são na área do turismo. A construção de sete campos de golfe, redes de termas e de aldeias e solares, desportos náuticos, fluviais, da natureza e equestres, assim como a consolidação da rede hoteleira são algumas das apostas do "Minho IN".


A Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal faz parte do consórcio que junta as comunidades intermunicipais Minho-Lima, Ave e Cávado, assim como as associações de desenvolvimento destas regiões. Em declarações ao Publituris, Melchior Moreira, presidente da ERT Porto e Norte aplaudiu este projecto já que considerou ser "um investimento importantíssimo para a região Norte, embora o Minho seja um sub-destino regional". O responsável admitiu verificar que neste projecto há um grande investimento do sector privado e uma aposta clara no segmento Golfe, "o que apesar de não ser um produto prioritário, é emergente e merece especial atenção" no que respeita à promoção por parte da ERT. O Turismo Náutico, Saúde-e-Bem-Estar, Gastronomia e Vinhos são outros dos produtos que serão alavancados com este projecto para a região. "Espero que o 'Minho IN' possa ter uma afirmação diferente, mais competitiva ao nível nacional e internacional", rematou.

Publituris

Porto bate recorde de assistência da Red Bull Air Race - 720 mil espectadores

720 mil pessoas lotaram as margens do Douro no dia da corrida, vencida pelo britânico Paul Bonhomme. Mais do que as 630 mil de Budapeste, que tinha sido o recorde da época. E o Porto vai voltar a acolher a competição.

Quem tivesse dúvidas sobre a continuação, ano após ano, do tremendo sucesso da festa dos aviões nas margens de Porto e Gaia, teve ontem a resposta: 720 mil pessoas lotaram todos os espaços possíveis, desde que houvesse o mínimo de visibilidade sobre o Douro. Em vez de perder espectadores, o Air Race do Douro ganha-os a cada edição que passa. Desta vez, houve um recorde absoluto de assistência no dia das corridas. Durante a semana de preparação da prova, André Carvalho, director de marketing da Red Bull Portugal, duvidava que pudessem caber nas zonas históricas de Porto e Gaia mais do que as 650 mil pessoas, que marcaram presença no dia de corridas do ano passado. Porém, este ano, a marca foi superada em 70 mil espectadores, segundo uma estimativa feita através de dados recolhidos pelos helicópteros da organização.

O recorde atinge proporções planetárias, já que, também segundo dados da organização, a etapa portuense bateu os números de público das outras quatro etapas que se tinham realizado até ao momento. A maior assistência da temporada tinha acontecido em Budapeste, com 630 mil pessoas nas margens do Danúbio. Windsor, no Canadá, também se aproximou destes números.

Já as etapas de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e de San Diego, nos Estados Unidos, estiveram abaixo das expectativas em termos de público. Os 720 mil entusiastas dos ases da aviação que ontem emolduraram os centros históricos de Porto e Gaia representaram um novo recorde, depois das 200 mil pessoas que no sábado terem chegado para alcançar a marca de maior assistência num dia de qualificações.

Feliz com o banho de multidão nas margens do Douro e com a promoção turística que um evento transmitido para 137 países em todo o mundo traz à cidade, o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, salientou o enorme retorno mediático e financeiro - calculado em valores estimados entre os 17 e os 23 milhões de euros, num estudo realizado pela Faculdade de Economia do Porto -, aproveitando para deixar a porta aberta para as regresso dos aviões no próximo ano. "Tinha algumas dúvidas se, nesta terceira edição, nós conseguíamos ter o mesmo nível de assistência nas margens do rio. Efectivamente, verifica-se que não há menos gente que em anos anteriores, antes pelo contrário", referiu o autarca portuense, que disse não poder garantir a cem por cento o regresso dos aviões no próximo ano por uma questão meramente eleitoral. O contrato de três anos entre a Red Bull e as entidades portuguesas terminou ontem e, apesar de haver negociações em curso, conforme revelou Fernando Figueiredo, da organização portuguesa da prova - facto confirmado Rui Rio -, o edil ainda não pôde anunciar de forma categórica o regresso do espectáculo dos céus no próximo triénio: "Se ganhar as eleições, tenho obrigação de manter esta aposta. Há conversações com a Redbull e disponibilidade deles para continuarem a vir ao Porto, agora, neste momento, não me posso comprometer com algo que poderá não passar por mim no futuro." A assinatura de novo acordo depende também da Câmara de Gaia, que já terá revelado o seu interesse em manter o evento para os próximos três anos - Luís Filipe Menezes até já falou em aumentar o investimento, que ronda o meio milhão de euros por cada autarquia. Uma iniciativa que, a concretizar-se, terá de voltar a congregar esforços entre as autarquias, o poder central e entidades que trazem patrocínios de peso, em particular, o Turismo do Porto e do Norte de Portugal.

Diário de Notícias

Cruzeiros em Leixões crescem 60%

A Administração do Porto de Lisboa (APL) divulgou o ranking 2008 dos portos de cruzeiros, de onde se retira que o terminal lisboeta foi o maior porto nacional, o quinto maior da Península Ibérica, o número 27 na Europa, e o 60º no mundo inteiro. Em termos ibéricos, o Porto do Funchal ocupou o sexto lugar, enquanto Portimão ficava em 21º. Tendo em conta os cruzeiros de mediterrâneo, Lisboa ocupa o 25º lugar, seguido do Porto do Funchal.Da lista disponibilizada pela APL destaca-se Miami, como infraestrutura que mais navios recebe no mundo. No contexto europeu, Barcelona é a cidade rainha dos cruzeiros, ocupando o primeiro lugar, e o sexto no mundo inteiro. No ano passado, os turistas que chegaram a Lisboa de cruzeiro valeu à APL a subida de um lugar no ranking europeu para o 27º lugar, graças ao nono maior crescimento em tráfego de passageiros num universo de 29 , com uma subida de 33,5%. Segundo este ranking, o porto com maior crescimento de 2007 para 2008 foi o Porto de Portimão, com um aumento de passageiros na ordem dos 93,5%, seguido de Leixões com uma subida de 60,5%, e o Funchal com um aumento de de passageiros situado nos 20,1%. No ano passado, apenas o Porto do Funchal caiu em tráfego de passageiros, 23,2% em relação a 2007.

Publituris

HostelPorto.com

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Incluir ERT's Porto/Norte e Centro é prioridade para ANERT

"Muito em breve vão ser criadas condições para que a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, e também a do Centro de Portugal possam vir a integrar a ANERT", garantiu Nuno Aires, presidente do Turismo do Algarve, eleito por unanimidade na passada sexta-feira para presidir à direcção da Associação Nacional das Entidades Regionais de Turismo - ANERT. Mais admitiu o responsável que a inclusão destas duas ERT's será mesmo a sua primeira tarefa na associação recém criada: "Da minha parte tudo farei para que isso aconteça". Recorde-se que há cerca de quatro meses, aquelas duas ERT's decidiram não integrar a ANERT por discórdia relativamente aos critérios do peso dos votos dos associados (ler artigo em: www.publituris.pt/2009/05/06/regioes-unidas-mas-pouco).Nuno Aires adiantou também ao Publituris que outra das prioridades da associação passa por convidar as direcções de turismo das regiões autónomas da Madeira e dos Açores a fazerem parte da ANERT, sendo que, nesse sentido, "já foram endereçados convites que foram recebidos com agradável surpresa", confirmou.

Publituris

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Oferta formativa duplica no Norte

Com as novas escolas de Hotelaria e Turismo do Porto e de Santa Maria da Feira, apresentadas na sexta-feira pelo presidente do Turismo de Portugal, a oferta formativa actual passa de 340 para 700 alunos por ano.A Escola de Hotelaria e Turismo do Porto (EHTP), criada em 1968, vai ocupar as instalações históricas da Escola Secundária Artística Soares dos Reis. Trata-se de uma intervenção da autoria do arquitecto Carlos Prata, com um custo previsto de 9,5 milhões de euros, e que deverá aumentar a capacidade de 190 para 400 alunos. A nova escola será dotada de 11 salas de aula, uma sala de enologia e um bar, duas salas de informática, Centro de Novas Oportunidades, biblioteca e mediateca, ginásio, auditório com 236 lugares, self-service/cafetaria, restaurante de aplicação, hotel escola com 16 quartos, bem como vários tipos de cozinhas.

Por sua vez, o projecto da nova Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira (EHTSMF), uma iniciativa conjunta do Turismo de Portugal e da autarquia, e também desenvolvido pela Parque Escolar EPE, tem um investimento de 6,5 milhões de euros. A escola, da autoria da arquitecta Felismina Topa, terá capacidade para 300 alunos, duplicando a actual oferta formativa de profissionais do sector.
A nova unidade, com abertura prevista para o ano lectivo 2010/2011, conta com duas cozinhas de produção, cozinhas individuais, anfiteatro de cozinha, self-service com capacidade para 120 pessoas, bar de aplicação, restaurante de aplicação com 50 lugares, 12 salas teóricas, um auditório, sala de informática e biblioteca.

O Turismo de Portugal gere, actualmente, 16 escolas de Hotelaria e Turismo em todo o país, com 3000 alunos em formação.

Publituris

sábado, 12 de setembro de 2009

11 milhões para promover o Douro

Trinta agentes públicos e privados ligados ao Douro vão investir cerca de 11 milhões de euros em projectos de promoção e animação turística.

O programa decorre até 2011 e pretende captar e manter mais visitantes. É a primeira vez que a região do Douro tem um conjunto de eventos organizados, articulados e calendarizados, tendo em vista o mesmo objectivo: fazer com que os turistas encontrem atractivos que os façam permanecer mais do que as 1,46 noites que a estatística actual demonstra. O programa engloba eventos dispersos por todos os meses do ano e resulta da implementação do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, que, através do Programa Operacional Regional do Norte, vai financiar os 30 projectos com sete milhões e meio de euros.

O chefe da Estrutura da Missão do Douro, Ricardo Magalhães, diz que a promoção da notoriedade de um destino turístico como a região duriense "não pode dispensar um plano de marketing e um programa de animação". Por isso, várias entidades deram as mãos e, concertadamente, vão divulgar o Douro em todo o Mundo, com mais ênfase na Galiza e em Castela e Leão (Espanha). "Quando ao fim do primeiro ano fizermos o balanço, estou convencido que os resultados vão demonstrar que o esforço valeu a pena", perspectivou o responsável. Certo é que conseguir os objectivos, em dois ou três anos, significa "aumentar para duas noites a média de permanência dos turistas na região", adiantou o presidente da Turismo do Douro, António Martinho.

Entre os 30 projectos aprovados, o da Turismo do Douro é o que prevê o maior investimento. São cerca de 1,2 milhões de euros para marketing e promoção turística. Segue-se a iniciativa "Douro Vivo 2009/10" da Fundação Museu do Douro com 865 mil euros, o evento "Douro Emoções", organizado pela Câmara de Vila Real, com 720 mil; e 580 mil para a criação do "Portal Douro" na Internet, a cargo do Centro de Inovação de Trás-os-Montes e Alto Douro, que será uma espécie de montra da região na rede global.

Os restantes projectos são direccionados para a consolidação, promoção e animação da Rede de Aldeias Vinhateiras ou a criação de uma Rede de Monumentos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Turismo: o que os partidos lhe reservam

A escassas semanas das eleições legislativas - que por sinal coincidem com o Dia Mundial do Turismo comemorado a 27 de Setembro - o Publituris andou a estudar as propostas eleitorais dos partidos políticos para o Turismo. A verdade é que depois de analisar os programas eleitorais, é relativamente simples perceber o peso que este sector tem para cada um dos partidos políticos. E é isso mesmo que lhe propomos, com uma apresentação sintética dos programas do PS, PSD, CDS/PP, CDU e Bloco de Esquerda. Confira.

A visão da esquerda

No seu programa eleitoral, o partido do actual Governo reserva ao Turismo o papel de motor para "reforçar a competitividade empresarial". Como tal, identifica em seis alíneas as linhas mestras para que este sector consiga "aproximar Portugal da liderança mundial".

Assim, no domínio da oferta turística, propõe-se sobretudo a um trabalho de continuidade das políticas que implementou durante o mandato. Saliente-se, contudo, a criação de um "novo Programa de Intervenção no sector do Turismo, focalizando a sua intervenção na requalificação de infra-estruturas, nomeadamente em Centros de Congressos e em regiões com forte potencial de desenvolvimento deste produto turístico". No domínio da oferta formativa, o Partido Socialista propõe-se "prosseguir o trabalho de certificação internacional das escolas de hotelaria e turismo do Turismo de Portugal, em parceria com escolas internacionais de referência", assim como "colocar na próxima legislatura 1.000 jovens em formação no posto de trabalho", e também "reestruturar as profissões do turismo, tornando-as mais adequadas à realidade do mercado". No que toca à procura turística, o PS pretende desenvolver um novo acordo de promoção turística para Portugal, "reforçando os montantes financeiros envolvidos, a parceria público privada existente, e a criação de condições para a integração de novos parceiros". Ainda neste domínio, propõe-se "alinhar o transporte aéreo, em todas as suas vertentes, com as prioridades do turismo, designadamente ao nível da competitividade das infra-estruturas aeroportuárias, da articulação Turismo / Transpor-tadora Aérea Nacional, da captação de novas rotas e da promoção do País". Também está nos planos do PS "rever o quadro regulatório do sector". O objectivo do partido, diz, passa por "melhorar a competitividade face aos seus concorrentes mais directos" e, ao mesmo tempo, "reforçar a capacidade de combate à evasão fiscal".

A CDU considera o Turismo essencialmente como "factor de dinamização económica" - em particular do mercado interno - e enquanto componente de coesão para "garantir a competitividade e viabilidade económica dos destinos e empresas nacionais". O partido comunista defende também a democratização desta actividade, que deve ser acessível a várias camadas sociais. O combate à sazonabilidade, a diversificação dos mercados emissores, a salvaguarda e valorização do património natural e cultural, a afirmação das regiões de turismo enquanto entidades ligadas ao poder local e regional, são outras das responsabilidades que a CDU atribui ao Turismo. Já o Bloco de Esquerda propõe "acabar com o regime dos PIN e PIN+", e também "repensar a escala dos investimentos e a sua sustentabilidade, garantido a defesa dos interesses das populações locais e a sua qualidade de vida". Como tal, considera necessário "limitar a componente residencial dos empreendimentos turísticos e sujeitá-la à exploração turística, impedindo a conversão de unidades de alojamento turísticas em habitação". O partido refere ainda que "os conjuntos turísticos com componente residencial devem obedecer ao regime das operações de loteamento e à apresentação de plano de pormenor". Por outro lado chama a atenção no seu programa que "há que acabar com os benefícios fiscais (ex. isenção de IMI) a este tipo de empreendimentos e aumentar o contributo fiscal da componente residencial". Em suma, o BE defende que a escolha dos projectos turísticos a desenvolver deve ter como principais critérios "a criação de emprego permanente e a articulação e potenciação das actividades económicas e geradoras de emprego na região, os quais devem obedecer à estratégia para a sustentabilidade e aos instrumentos de gestão territorial".

Outra das propostas passa pela dinamização do turismo cultural, em particular nas cidades de média dimensão. O BE também acredita no desenvolvimento de programas como é o caso das Aldeias do Xisto e das Aldeias Históricas como forma de garantir a reabilitação do património arquitectónico, assegurando ao mesmo tempo a atractividade dos territórios.

A visão da direita

O programa apresentado pelo PSD para o Turismo resume intenções baseadas na requalificação, valorização e promoção dos recursos turísticos do País, "para a criação de um produto turístico de qualidade, inovador e diferenciado".

Mais, o partido propõe-se actualizar "os instrumentos estratégicos de planeamento e organização da actividade turística", e ao mesmo tempo criar "uma rede nacional de territórios com elevado potencial de visitação turística". Além disso, é intenção do PSD criar "uma estratégia agressiva de promoção de Portugal no exterior como destino turístico seguro, qualificado, moderno, ambientalmente sustentável e apetecível".

"O turismo é certamente a área de desenvolvimento económico em que em Portugal revela maior potencial". É desta forma que o CDS/PP se refere ao Turismo fazendo questão de sublinhar que já fez já prova da importância institucional que esta actividade lhe merece ao ter assumido, "pela primeira vez na nossa história", as responsabilidades de um Ministério do Turismo. Na sua proposta eleitoral, o partido inclui críticas ao Governo, apresenta respostas e um "caderno de encargos" para o Turismo em que constam as seguintes linhas de acção: "Focar o objectivo da política de turismo no crescimento da receita por turista, mais do que no número de turista; apostar nos factores de diferenciação do destino turístico português; mar, património e cultural, conferências e eventos, natureza, golfe, itinerários religiosos; aproveitar a oportunidade dada pela União Europeia, baixando o IVA da restauração. Em contrapartida, concertar medidas de combate à evasão; ter uma política de candidaturas a eventos de nível mundial; Simplificar a legislação do turismo e agrupá-la num Código de Turismo e das Actividades Turísticas; e complementar o ensino público com oferta de formação mais simplificada, em colaboração com os privados".


Publituris

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ferreira Leite promete gestão autónoma para Aeroporto Sá Carneiro

«Temos uma posição absolutamente clara e sem qualquer espécie de equívoco. Sejam quais forem as soluções que vierem a ser tomadas no futuro, nunca o Aeroporto Sá Carneiro será incluído num monopólio privado de gestão dos aeroportos. Será sempre algo que será considerado autónomo», afirmou Ferreira Leite.

A presidente do PSD falava no final de uma reunião com a Junta Metropolitana do Porto (JMP), a que faltaram os autarcas das cinco câmaras lideradas pelo PS, Matosinhos, Vila do Conde, Santo Tirso, Espinho e Arouca.

«Relativamente a questão do metropolitano, parece-me absolutamente inaceitável que, tendo havido um acordo entre a Área Metropolitana do Porto e o Governo para determinados objectivos, esses objectivos não tenham sido cumpridos e, portanto, ter-se-á de repor justamente tudo aquilo que estava acordado», realçou.

A gestão do metro do Porto voltará a ser maioritariamente da responsabilidade da junta metropolitana e não do Governo, como foi decidido pelo actual Executivo.

TSF

Porto acolhe seminário sobre rede de alta velocidade

Terá lugar na próxima sexta-feira, dia 11, pelas 15 horas, na Direcção Regional da Economia do Norte - Porto, o seminário intitulado "Impacto do comboio de alta velocidade no turismo das regiões Norte e Centro".

"A eventual implementação de uma rede ferroviária de alta velocidade no país origina mudanças significativas na mobilidade das pessoas e, por conseguinte, no turismo. Por isso, a APHORT envolveu a Turismo do Porto e Norte de Portugal, E.R. e a Turismo do Centro, E.R. na promoção de um fórum acerca dos impactos da rede portuguesa e espanhola para estas regiões", explica a associação, em comunicado.

Programa:14h30 Recepção dos Participantes

15h00 Boas Vindas & Abertura
Rodrigo Pinto Barros - Presidente da APHORT
Pedro Machado - Presidente da Turismo do Centro, E.R.

A Perspectiva da CTP
Sérgio Palma Brito - Director Geral da CTP

Apresentação do Projecto de Alta Velocidade
Carlos Fernandes - Administrador da RAVE
Estudo Sobre o Impacto da Alta Velocidade no Turismo
Ricardo Gonçalves - Senior Manager da Deloitte
Debate
Perguntas & Respostas

16h55 Encerramento & Despedida
Melchior Moreira - Presidente da Turismo do Porto e Norte, E.R.

Publituris

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Douro Azul acusa Menezes de querer deslocar os barcos do cais de Gaia por "perseguição"

A proposta que Luís Filipe Menezes apresentou ontem, de deslocar o porto do cais de Gaia para o Areinho de Oliveira do Douro deixou "perturbado" o dono da Douro Azul, a responsável por grande parte dos serviços de turismo fluvial na região. Mário Ferreira, proprietário e administrador da empresa, considera a decisão do presidente da câmara "prepotente"e queixa-se de "perseguição, no verdadeiro sentido da palavra".


Para Mário Ferreira, a continuidade dos barcos turísticos no cais de Gaia "parece ser um problema pessoal do autarca". "Parece ser um capricho próprio do senhor Filipe Menezes, desde o dia em que não via bem o fogo-de-artifício nas festas do São João".


Numa carta enviada a vários órgãos de comunicação social, o administrador da Douro Azul considera ainda que os planos de Menezes de transferir o fluxo turístico do centro histórico para Oliveira do Douro demonstram a "visão retrógrada e falta de mundo" do presidente da Câmara de Gaia. "Quer agora o senhor autarca retirar o turismo do coração histórico e enviá-lo para os arredores da cidade, onde as vistas serão uma fantástica bomba de gasolina e as roulottes de cachorro quente que ali se juntam durante a noite", ironiza Mário Ferreira, que lembra que estes planos nunca foram discutidos e que Menezes tomou esta decisão "sem nunca ter tido uma conversa com nenhum dos armadores".


No mesmo documento, o administrador da Douro Azul acusa Luís Filipe Menezes de ter "pressionado a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) para passar as margens [do rio] para o controlo da Câmara de Gaia", pedido que foi recusado, comenta, "porque prevaleceu o bom senso".


Mário Ferreira acusa ainda o autarca de lhe dirigir "constantes ataques subtis e sem frontalidade". Por isso, o administrador da Douro Azul admite poder vir a sofrer retaliações pelas denúncias que acaba de fazer. "Pronuncio-me consciente das retaliações futuras de que continuarei a ser alvo, mas nunca vítima", adverte Mário Ferreira.


Em resposta à reacção do administrador da Douro Azul, o vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa, esclareceu ontem que os planos de alteração do porto "não visam atacar ninguém". E acrescentou que a reacção de Mário Ferreira "é própria de quem não conhece o projecto da autarquia".


Para o vice-presidente da Câmara de Gaia, as críticas do administrador da Douro Azul são "extemporâneas e despropositadas", porque não está nos planos da autarquia manter o Areinho de Oliveira do Douro isolado do resto da cidade. "Uma das propostas [da Câmara de Gaia] é a criação de um pólo turístico para a zona de Oliveira do Douro, com um centro náutico para barcos-hotéis", argumenta Marco António Costa, que acrescenta que está previsto manter os barcos turísticos mais pequenos a operar no cais de Gaia.


O vice-presidente da câmara explica, assim, que o projecto concebido para Oliveira do Douro visa criar ali uma situação muito semelhante à que existe actualmente no centro histórico. "Vamos fazer para norte o que já fizemos para sul, na marginal marítima", sublinha.



Público

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Base da Ryanair é importante para o turismo do Norte

O Primeiro-Ministro presidiu ao lançamento da primeira base da companhia de aviação Ryanair em Portugal. Na cerimónia, realizada no aeroporto do Porto, José Sócrates destacou a importância do investimento: «Mais voos, mais passageiros, mais turistas, mais actividade económica», que é «importante para a economia regional e para o turismo, que é um dos sectores mais importantes para a economia portuguesa».

A base da Ryanair representa um investimento de 146 milhões de euros e aumentará para dois milhões de passageiros o tráfego da companhia no Aeroporto Sá Carneiro. A infra-estrutura contará com três aviões que assegurarão um total de 21 rotas. O PM referiu ainda que o aeroporto Sá Carneiro tem tido «uma história de sucesso e tem resistido às oscilações do mercado», sendo a escolha do Porto pela Ryanair «da máxima importância para a continuação do sucesso».

Portal do Governo

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Posto de Turismo do Gerês em degradação permanente

O Posto de Turismo da Vila do Gerês, que pertence à Região de Turismo do Alto Minho, é um mau exemplo para a recepção dos turistas, que em alturas de férias rumam ao Gerês para conhecer as belezas naturais da região.

Mau exemplo, devido às condições físicas que este oferece e aos meios que se encontram ao dispor dos turistas, que nele procuram a informação necessária para conhecer a zona. Informação como mapas, livros, contactos, meios multimédia, entre outros.

Para que se consiga chegar até ao Posto de Turismo que se encontra bem no centro da Vila é complicado porque a sinalética é insuficiente e só com a ajuda de residentes e de pessoas que já conhecem é que se consegue chegar ao local. Assim que se encontra o referido Posto de Turismo nota-se que este não apresenta as melhores condições, basta reparar no aspecto exterior bastante degradado e desadequado.

O interior é bastante acanhado, pequeno, que obriga as pessoas a aguardar a sua vez no exterior, em alturas de maior afluência de turistas. Além disso, não apresenta melhores condições, antes piores e bem visíveis a olho nu. As paredes estão cheias de humidade, sendo necessário cobrir alguns espaços com mapas e cartazes para tentar encobrir as manchas negras. O mobiliário é muito desadequado ao espaço e à função que lhe é devida. Trata-se de mobiliário de escritório velho, algum dele partido e que tem de ser milimetricamente arrumado de forma a caber nesse espaço exíguo.

A falta de espaço obriga a que os caixotes e a mercadoria tenham de ficar à vista desarmada, o que dá um certo aspecto de desarrumo. A recepção de pessoas que eventualmente pretendam sentar para aguardar a sua vez é em cadeiras de plástico, que, hoje em dia, nem nas esplanadas se vêem. Até mesmo a cadeira da funcionária é de plástico, estando tapada com uma manta para quebrar o mau aspecto.

Através de um olhar mais atento podem-se reparar fios eléctricos à vista e tomadas em más condições. O piso não apresenta as melhores condições, dada a idade que apresenta. O tecto, forrado com troncos de madeira, tem algumas fissuras que deixa cair lixo em determinadas alturas.

Na época de Inverno, este Posto de Turismo não apresenta condições dignas de recepção de um turista por ser um lugar extremamente frio, sem um aquecimento em perfeitas condições, pois apenas existe um aquecedor doméstico. Além disso, em época de chuvas nota-se a humidade que escorre pelas paredes.

Para tentar embelezar o espaço e de forma a minimizar a imagens das instalações, existem algumas prateleiras com artesanato da região, que tapam parte das mazelas a descoberto. Quanto às instalações sanitárias não foi possível verificar em que condições se encontram.

Este espaço não apresenta os meios multimédia exigidos num Posto de Informação turística. Não tem uma ligação á Internet para contacto directo com a delegação e o único equipamento informático não ser das melhores condições. Há quem questione o funcionamento do plano tecnológico e do simplex por esta zona.

A informação disponível no momento da visita é muito pouco. Os mapas da região são uma fotocópia de reduzidas dimensões e quando estes estão disponíveis. Existiram alturas de grande afluência turística quem nem mapas gratuitos ou pagos existiam para fornecer aos turistas, tendo a funcionária de se limitar a explicar ao acaso os pontos de interesse.

São recorrentes o número de reclamações que têm sido expostas por escrito por parte dos turistas que procuram um mínimo de informação para conhecer a zona para onde decidem passar as suas férias.

Estas condições perduram há muitos anos, sem que exista da parte do município de Terras de Bouro e da Região de Turismo do Alto Minho qualquer intenção de mudar esta situação. Também da parte dos Empresários de Hotelaria não é visível a vontade de união e mudança de algo de extrema importância como um Posto de Turismo, que é o local de recepção de turistas e que deve ser a primeira e melhor imagem a causar a quem visita o Gerês.

Jornal de Notícias

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Leixões estreia-se com cruzeiro que parte e termina no seu Porto

Cabe ao navio Princess Danae, da companhia Classic International Cruises, a honra de inaugurar o Porto de Leixões em viagens de cruzeiros com início e fim no referido complexo portuário. O Princess Danae faz-se ao mar no dia 2 de Setembro com destino a Gibraltar e Tânger, e levará os passageiros numa viagem de quatro noites e cinco dias. O desembarque será no dia 6 de Setembro.

Publituris

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Apoio a novelas chama turistas

A ficção da TVI tem sido pioneira na divulgação dos mais recônditos lugares, hábitos e tradições de Portugal, mas também dos países a que a História nos liga. Macau, Brasil ou Moçambique compõem a tela dos décors das novelas do canal de Queluz de Baixo.
Mas isso só é possível com o apoio das entidades locais e governamentais. "As novelas, toda a ficção e o cinema, sem o apoio das câmaras e dos governos não sobrevivem" reconhece André Cerqueira, director-geral da Plural. Seguindo esta lógica, a produtora da TVI prepara-se para estrear a nova novela de António Barreira, 'Meu Amor', cujas gravações vão decorrer na Zambujeira do Mar. Curiosamente, esta produção – que terá como protagonistas Alexandra Lencastre, Margarida Marinho e Rita Pereira – não terá apoio da autarquia de Odemira. "A Câmara deu apenas apoio logístico e refeições para os castings", confirma à Correio TV Marlene Coelho, da edilidade. "As gravações no Alentejo vão ser curtas, uma ou duas semanas, porque o grosso será em Lisboa", explica Cerqueira.
O mesmo não acontece em Arcos de Valdevez, onde é gravada parte substancial da novela 'Deixa que te Leve', protagonizada por Mariana Monteiro e João Catarré, cuja autarquia tem sido incansável no apoio logístico desde o início das gravações. Francisco Rodrigues de Araújo, presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, revelou à Correio TV que o apoio efectivo corresponde ao "alojamento e alimentação da equipa de produção e do elenco". Em termos de investimento camarário, o edil faz uma estimativa na ordem dos "50 mil euros". Valor este que só não é mais elevado porque a equipa está alojada no hotel [com 37 quartos] da Escola Profissional do Alto Lima. As gravações decorrem no centro histórico desta vila do Alto Minho e também na Peneda-Gerês. A igreja e a mercearia são parte do cenário desta produção que descobriu pormenores que surpreenderam as gentes da terra. "Eu sigo esta novela e posso dizer que a produção mostra aspectos do rio Vez e do concelho a que não dávamos a importância merecida. A equipa da Plural valorizou muito algumas belezas naturais", disse Francisco de Araújo. O autarca regozijou-se ainda com o resultado. "Não esperava tanto retorno turístico. Desde que começaram as gravações que os visitantes que vêm ao fim-de-semana, sobretudo ao domingo, duplicaram. E há cada vez mais excursões".

domingo, 23 de agosto de 2009

Rio Douro acolheu menos turistas no 1.º semestre

A navegação turística e de recreio efectuada ao longo do rio Douro resgitou uma quebra de 14% no primeiro semestre do ano, face a igual período de 2008, uma evolução interpretada de forma diversa pelos operadores turísticos.

Tendo em conta os valores indicados para o turismo, verifica-se ter havido uma descida de 54 238 turistas que usaram a via navegável no primeiro semestre de 2008, para 47 090, este ano, ou seja, uma queda de 13,1%.

Os números não surpreendem Manuel Almeida, da operadora turística Douro Acima, para quem, na conjuntura actual, é natural que desçam e "continuem".

No entanto, faz algumas apreciações, lembrando que os cruzeiros, sem ser em barco/hotel, "são na maioria feitos por portugueses". Nesse contexto, admite uma quebra no mercado, "uma vez que muitos já fizeram essa viagem". Aliás, afirma que o declínio também se notou no ano passado e lamenta que não haja "divulgação suficente" para atrair mais estrangeiros.

Quanto aos cruzeiros das seis pontes, feitos maioritariamente por estrangeiros, reconhece haver também "uma quebra".

Já para Mário Ferreira, dono da operadora turística Douro Azul, estes números não reflectem a realidade da empresa, dizendo estar a ter "o melhor ano de sempre".

Para explicar começa por dizer que o número de turistas contabilizados pelo IPTM são apenas os que passam por uma barragem, "excluindo os que fazem os cruzeiros das seis pontes, que são muitos todos os dias".

Por outro lado, adianta que a actividade da sua empresa aumentou 11% no 1.º semestre e, "em Agosto, até dia 17, já tinha ultrapassado "um milhão de euros em cruzeiros, o mesmo valor feito no mesmo mês ano passado".

Admitindo uma quebra do mercado inglês, Mário Ferreira frisou que a empresa já estava preparada, tendo começado a trabalhar com outros operadores: suíços, belgas, israelitas, australianos, além de ter havido um aumento de 10% de turistas americanos.

O número de pessoas que cruzaram o Douro em embarções de recreio também dimiuiu de 1169 para 819 (-30%). No entanto, João Pinheiro, director do porto do Freixo, diz que o espaço está quase lotado, embora observe haver "menos abastecimento de combustível e menos uso das embarcações", situação que também atribui à instabilidade meteorológica, além da crise.

Jornal de Notícias

Só Madeira e Algarve têm ocupação superior ao Douro

O Douro está a ser mais procurado. Nos meses de Maio e Junho registaram-se taxas elevadas de ocupação hoteleira. Entre as entidades regionais de Turismo nacionais, só ficou atrás do Algarve e da Madeira.

A Turismo do Douro revelou, ontem, que a região que tutela foi mais visitada por turistas nacionais e estrangeiros no passado mês de Maio, tendo registado taxas de ocupação de camas na ordem dos "40% nos dias úteis e dos 60% nos fins-de-semana". A contabilidade mostra que naquele mês ficou à frente dos pólos turísticos da Serra da Estrela, Leiria-Fátima, Oeste, Litoral Alentejano, Porto Santo e Alqueva. Este último foi o que mais se aproximou do Douro, com taxas de ocupação de 37%. Ao fim-de-semana, a região duriense conseguiu mesmo ficar à frente das áreas regionais de turismo do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e a Região Autónoma dos Açores.

Em Junho, a procura caiu ligeiramente por causa do apelo pelo sol e praia, mas subiu nos fins-de-semana, comparativamente a Maio, tendo-se registado ocupações de 63,6%. Desta vez, a Madeira conseguiu melhor resultado, com 66% em idênticos dias.

Os números de Maio e Junho levam o presidente da Turismo do Douro, António Martinho, a concluir que "a região está a ser cada vez mais procurada" e que tal facto "é bom para os empresários de hotelaria e restauração que investiram no Douro".

Este sucesso é "gratificante", diz Martinho, dado a aposta feita na promoção do Douro como destino alternativo ao sol e praia. É o caso da candidatura à lista mundial das Maravilhas da Natureza, o que deu mais visibilidade internacional. O medo de viajar para o estrangeiro, por causa da Gripe A, também terá contribuído para a opção de alguns turistas nacionais.

Jornal de Notícias

sábado, 22 de agosto de 2009

Todos os meios servem para descobrir o Porto

De autocarro, barco, comboio turístico, eléctrico ou simplesmente a pé, milhares de pessoas escolhem conhecer a Invicta nas férias

O sol ainda vai alto, mas Diana, Cláudia e Cynthia correm frenéticas a tempo de apanhar o comboio turístico, estacionado junto à Sé Catedral, no Porto. Chegadas de Montreal, no Canadá, "há poucas horas", as três amigas, de 21 anos, têm consciência que "não podiam conhecer Portugal sem visitar o Porto". "É como se fôssemos a Roma e não víssemos o Papa", explicou, ao JN, Diana. Já Cláudia, de olhar preso sobre a paisagem, quer "descobrir a cidade cheia de história" de que lhe falaram alguns familiares.

"Pena só aqui ficarmos 24 horas. Seguimos, já amanhã, para Lisboa. Segue-se Nazaré, Peniche e os dois últimos dias serão passados em Lagos. Depois partimos para Espanha", adianta Cynthia.
Não há tempo para mais conversa... De sorriso estampado, Manuel Gouveia, que há cinco anos guia o comboio turístico, avisa por mímica que "faltam três minutos" para partir.

"Isto em Agosto é impressionante. A cidade fica à pinha com tanto turista", disse Manuel Gouveia, que não tem dúvidas de que "os espanhóis são os que vêm em maior número".
A avaliar pela língua que, nestes dias, mais se faz ouvir no posto de turismo, da Rua do Clube dos Fenianos, a informação está correcta. Pablo, 57 anos, de mapa aberto sobre o balcão, perguntava "se é longe para ir a pé até à Livraria Lello?!". Bastou perceber onde ficavam os Clérigos e preferiu seguir a pé. "É assim que melhor se conhece uma cidade", disse a despedir-se.
Mas, mais a baixo, junto ao Palácio das Cardosas, os autocarros panorâmicos de dois andares parecem formigas a correr desenfreadas. Uns atrás dos outros.

Os números fornecidos, ao JN, pela Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) confirma a procura: "Nos primeiros sete meses deste ano, a STCP transportou nos seus autocarros panorâmicos mais de 66 mil passageiros e nos eléctricos 'Porto Tram City Tour' quase oito mil turistas".

Mas, a manhã com os ponteiros do relógio a marcarem meio-dia está abrasadora na Baixa. Não corre uma ponta de vento. A solução é deixar os "souvenirs" da Rua de Santa Catarina "para mais tarde" e procurar a melhor forma de chegar ao rio. O funicular dos Guindais, junto à Universidade Moderna, surge no horizonte como um "oásis". Mas, "ulalá" com as vertigens, pairando o olhar sobre o rio Douro, desabafa Claudine, francesa, na companhia do marido, Patrick, e do filho, o pequeno Jean Paul, de três anos.

No sentido inverso, a subir para a Batalha, um grupo de italianos levantou a voz para criticar o sistema do funicular dos Guindais que obriga os deficientes motores a pagarem "um bilhete normal". "Em qualquer parte do Mundo os deficientes não pagam. Pelos vistos, só no Porto", reclamaram.

Já em "terra firme", Claudine, Patrick e Jean Paul ficam apenas cinco minutos. Tempo para comprarem os bilhetes e fazer um cruzeiro pelas pontes. Assim haja dinheiro e energia...

Descontos - Porto Card

O cartão turístico Porto Card é uma iniciativa do Gabinete de Turismo da Câmara Municipal do Porto e tem como objectivo promover a cidade e a marca Porto como "destino turístico de excelência". Entre outras vantagens, o Porto Card (que pode ser adquirido nos postos de turismo municipais) permite entrdas com redução em museus e monumentos, descontos em salas de espectáculo, cruzeiros no rio Douro, circuitos turísticos, restaurantes e lojas tradicionais, assim como a circulação gratuita na quase totalidade das linhas de metro, no funicular dos Guindais, e em toda a rede STCP. O preço do Porto Card varia entre os 3,50 euros (1 dia pedonal) e os 17,50 euros (72 horas consecutivas).

Passport VIP

O Porto VIP Passport resulta de uma parceria entre a STCP, a Carristur, a Douro Azul, as Caves Cálem, Serralves, a Casa da Música, o Museu Soares dos Reis, o Museu do Carro Eléctrico e o Sea Life. O bilhete dá descontos em transportes e nas entradas em museus e caves do vinho do Porto. Custa 39 euros.

Jornal de Notícias

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Romaria da Senhora d'Agonia custa 400 mil euros e gera negócios de mais de 10 milhões

A Romaria da Senhora d'Agonia vai gerar, este ano, um volume de negócios que ascenderá a mais de dez milhões de euros, entre restauração, alojamento, comércio e serviços, mas a festa, propriamente dita, custa apenas 400 mil euros. Apenas 80 mil são dinheiros públicos, atribuídos directamente pela Câmara de Viana do Castelo.

"As contas são fáceis de fazer. Falamos de mais de 700 mil pessoas ao longo dos dias da festa e se por cada uma fizermos um gasto de 15 a 20 euros, que dá para duas refeições e uma lembrança, chegamos a um negócio de vários milhões", explicou ao DN Francisco Sampaio, ex-presidente da Região de Turismo do Alto-Minho e da organização da Romaria. Desta forma, segundo contas oficiais, a romaria poderá gerar, directa ou indirectamente, entre 10 a 15 milhões de euros. "Esse valor pode ser ainda superior porque a nossa expectativa é de ter um milhão de forasteiros. Não vem ninguém à festa que tenha para gastar 20 a 30 euros para gastar", acrescentou.

Fernanda Natário, proprietária da típica pastelaria Manel Natário, vê o trabalho aumentar durante as Festas. "O Biscoito de Viana, que é uma patente registada nossa, as meias luas, as bolas de berlim, os manjericos, os salgadinhos" são os produtos mais procurados por quem visita esta pastelaria no centro de Viana, garante a "herdeira" do negócio do falecido "Manelzinho Natario". "Há cada vez mais trabalho, sobretudo nesta altura", diz ainda. As lojas de produtos regionais também um ponto de paragem para os forasteiros, sobretudo durante a festa. Carla Ivone, funcionária de uma loja regional, nota mais visitas ao estabelecimento onde trabalha desde de pequena. Mas maioritariamente emigrantes "que vêm comprar os trajes regionais". "Já o turista compra os postais e pouco mais", lamenta.

Diário de Notícias

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Entrevista Porto e Norte de Portugal: Promoção interna e externa juntas numa entidade

"Em fase de estabilização e consolidação da sua estrutura organizacional e funcional, o Turismo do Porto e Norte de Portugal, defende que a promoção interna e externa da região deve estar sob a responsabilidade de uma mesma entidade, o que poderá acontecer a muito breve prazo. Melchior Moreira, presidente desta entidade, em entrevista à Ambitur, destaca o trabalho feito nestes primeiros meses de existência.


A Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte de Portugal está a actuar no terreno com que prioridades?

A Turismo do Porto e Norte de Portugal, E.R. está em fase de estabilização e consolidação da sua estrutura organizacional e funcional.

Estamos a actuar no terreno no sentido de posicionar a nossa logomarca traduzindo uma identidade coerente e integrada assente na dinamização dos produtos estratégicos, especificamente, MI e City & Short Breaks; Touring Cultural & Paisagístico e Patrimónios; Saúde e Bem-Estar; Turismo de Natureza; Turismo Religioso; Gastronomia e Vinhos, sugerindo uma ancoragem numa lógica de produtos estratégicos, capaz de delinear o percurso a seguir de harmonia com o desiderato da política para o sector como alavanca da economia nacional.

Temos já, em pleno funcionamento, duas Delegações de Produto Estratégico, respectivamente, Turismo de Saúde e Bem-Estar (Chaves) e Turismo de Natureza (Bragança), que se traduzem em estruturas profissionalizadas e especializadas na implementação, desenvolvimento, consolidação e dinamização dos produtos que definem a vocação turística da região.

Registamos parcerias estratégicas com os Municípios que se têm traduzido em acções de promoção específicas já concretizadas com grande êxito.

De referir também a parceria estratégica com a Xunta da Galiza, que irá concretizar-se através do estabelecimento de protocolos de colaboração entre as duas regiões que contribuam para a afirmação do Norte enquanto destino de Saúde e Bem-Estar e que será operacionalizada através da partilha de know-how e canais de distribuição, da concretização de acções promocionais conjuntas e da exploração de economias de escala.

Destaque ainda para o conjunto de 13 sessões formativas/informativas sobre o novo Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos e Sistemas de Apoio Financeiro para as Empresas do Turismo, que realizamos nos passados meses de Abril e Maio em estreita parceria com os Municípios do Porto e Norte de Portugal e que abrangeram cerca de 500 empresários.

Através destas sessões de esclarecimento aos empresários a TPNP,E.R. estreitou o relacionamento com o sector e com o trade, tendo para esse efeito constituído internamente um departamento designado por Gabinete de Apoio ao Investidor formado por um conjunto de profissionais qualificados na orientação ao investimento e licenciamento turístico, tendo já sido recepcionados inúmeros telefonemas através da Linha Azul 808 202 202 e pelo email: apoio.investidor@portoenorte.pt.

Neste quadro de desenvolvimento turístico, a TPNP-ER está determinada em aumentar a taxa de ocupação média anual, a estada media dos turistas na região, o revpar regional, o gasto médio turístico, qualificar os recursos humanos do turismo, contribuir para a criação de novos postos de trabalho e, por fim, melhorar as condições de vida das populações locais sem as quais não será possível o alcance deste objectivos estratégicos.

Em suma, as nossas prioridades passam, invariavelmente, por um profícuo diálogo com todos aqueles que têm responsabilidades acrescidas na consolidação da imagem turística deste território no sentido de partilharmos a responsabilidade e o orgulho de conquistarmos para esta região um lugar de destaque no âmbito dos Destinos Turísticos de Portugal. Responsabilidade assente em compromissos estratégicos cujos pilares são: Formação e Promoção / Excelência e Qualidade, como vectores fundamentais que estruturam a missão da nova Entidade Regional de Turismo. Este é, sem dúvida, o caminho que melhor nos conduzirá a atingir o desígnio que nos propusemos: elevar o Porto e Norte ao pódio dos três principais Destinos Turísticos de Portugal.


A ERT Porto e Norte de Portugal poderá albergar mais competências do que as da promoção turística da região ao nível nacional?

A promoção externa da região tem estado a cargo de uma Agência Regional de Promoção Turística. Defendemos que a promoção interna e externa da região do Porto e Norte de Portugal, E.R. deve estar sob a responsabilidade de uma mesma entidade, o que poderá acontecer a muito breve prazo.


Que competências adicionais gostava que vos fossem atribuídas?

Consideramos fundamental tornar exequível a partilha de competências com o Turismo de Portugal, nomeadamente, ao nível dos pareceres no domínio dos Empreendimentos Turísticos, bem como no acompanhamento e execução de projectos de investimento, apoiando tecnicamente os actores que operam no espaço regional.

De facto, quem está no terreno conhece melhor as potencialidades e os aspectos a corrigir. As ERT's devem estar dotadas de capacidade técnica e financeira para apoiarem efectivamente o processo de desenvolvimento do Sector.

Destaque, ainda, para os pareceres no âmbito dos processos da Declaração de Utilidade Turística (benefícios fiscais) não previstos na lei, mas cuja intervenção de uma estrutura como a ERT pode ajudar a uma decisão mais próxima no terreno.

Consideramos, ainda, fundamental, protocolar com a Associação Nacional de Municípios Portugueses. No domínio do planeamento torna-se fundamental apoiar a tomada de decisão nas diversas áreas de intervenção Municipal relacionadas, directa ou indirectamente, com o sector, enquadrando as acções na recuperação do património, em infra-estruturas e no espaço público.


A entidade regional de turismo Porto e Norte de Portugal tem conseguido congregar os vários interesses da região (interesses privados entre outros)?

Temos privilegiado uma profícua colaboração com os agentes privados e Municípios que se têm afirmado como parceiros privilegiados no âmbito das nossas acções.

Ambitur

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Oporto, escapada perfecta

Paseos por bodegas, recorridos neoclásicos o copas al aire fresco de la ribera del Duero son algunas de las ofertas de la capital del norte de Portugal.
En Oporto se duerme tapado en agosto. Esto puede ser ya de por sí un incentivo para los que en verano quieran huir de la quema sin poner muchos kilómetros de por medio. La capital del norte de Portugal encierra además múltiples atractivos que la convierten en una escapada perfecta. Ciudad portuaria con pinceladas inglesas, aires decadentes y una pátina vanguardista, Oporto ofrece, entre otras cosas, visitas a las bodegas de sus famosos vinos, ejemplos del mejor azulejo portugués, perlas novecentistas o cenas de bacalao fresco y copas en la ribera del río.

De bodegas

En el XVII los comerciantes ingleses, debido a las constantes guerras con la vecina Francia, tenían dificultades para importar los vinos de Burdeos. Se aficionaron así a los portugueses, pero éstos soportaban mal el cruce del canal. Para aguantar la travesía del Atlántico les añadieron aguardiente. Y así nació el Oporto.

Hoy, en Gaia, se concentran las grandes bodegas de este vino: Offley, Cálem, Ferreira, Sandeman, Ramos Pinto... Todas pueden ser visitadas. Algunas cobran (máximo cuatro euros), otras, como Croft, Cockburn, Quinta do Noval o Taylor's, regalan la visita con guía y una copa de ruby, blanco, y otra de twany, una de las variedades de tinto (mapa 1).

De azulejos

Portugal es cuna del azulejo artesanal. Es frecuente encontrarlo no sólo como decoración en interiores, sino como revestimiento de fachadas, una costumbre que se acentuó en el XVIcon el regreso de Brasil de emigrantes portugueses con los bolsillos llenos. Imprescindibles de Oporto son la Capilla de las almas (rua de Santa Catarina 428, m. 2), la Iglesia de San Ildefonso (praça da Batalha, m. 3), el interior de la Estación de San Benito (praça de Almeida Garret, m. 4), los azulejos que cubren el claustro gótico de la Catedral (terreiro da sé, m. 5) y la Iglesia del Carmo (rua do Carmo, m.6).

Paseo medieval

Oporto fue visigoda, romana, árabe... El gallego Vimara Pérez lideró la reconquista en el siglo IX y un siglo después, Teresa de León, madre de Alfonso I de Borgoña, primer rey de Portugal, donó las tierras de Oporto al obispo Don Hugo, que le otorgó el primer fuero.

Además de epicentro comercial, el Oporto medieval es pues tierra testigo de disputas, de las que dan testimonio, por ejemplo, la conocida como Muralla Primitiva (largo de Vandoma, .m. 7), la Murralla Fernandinacon su imponente Muro de Santa Clara (trecho de los Guindais, m. 8) o el Muro de los Soportales de la Ribeira (m.9).

Merecen también una visita la Catedral, de estilo románico y, sobre todo, su claustro (tres euros la entrada), la Iglesia de Santa Clara (largo 1 de Dezembro, m. 10), la Casa de la calle de la Reboleira (m. 11), la Iglesia de San Francisco (Rua do Infante D. Enrique, m. 12) o la Casa del Infante (dos euros y gratis los fines de semana, m. 13).

De la torre a la 'feitoria'

Oporto encierra varias perlas del barroco y del neoclasicismo portugués. Del primero son buenos ejemplos la Iglesia y Torre de los Clérigos, sello de la ciudad de 76 metros de altura (dos euros, rua de S. Joao Novo, m. 15), la fachada de la Iglesia de la Misericordia (rua das Flores. m. 16) o la Iglesia de la Orden do Terco (rua de Cimo de Vila, m. 17).

En la segunda mitad del XVIII, medio tutelado por la colonia inglesa, se llevó a cabo un importante plan de reforma urbanística que afectó a construcciones tanto civiles como religiosas.

De esta etapa son la la Iglesia de la Lapa (largo de Lapa, m. 18), el Hospital de San Antonio (lago P. Abel Salazar), el Palacio de la Bolsa (seis euros, rua Ferreira Borges, m. 19), la Feitoria Inglesa (R. do Infante Dom Henrique 8, m. 20) o la Plaza de la Ribeira, lugar perfecto para acabar el día en alguna de sus terrazas.

Museo, libro y café

Oporto también tiene su versión del famoso A Brasileira lisboeta. Se trata del café Majestic (Rua de Santa Catarina, 112, m. 21), un local novecentista que combina maderas y espejos, con terraza, un pequeño patio y precios ligeramente por encima de la media pero razonables. Otra visita obligada es la librería Lello & Irmão (rua das Carmelitas, 144, m. 22), una maravilla neogótica de finales del XIX.

Finalmente, merece la pena asomarse al Museo de Arte Contemporáneo de Serralves (cinco euros, rua D. João de Castro, 210, m. 23), diseñado por el pritzker Siza Vieira y, cerca de la rotonda de Boavista, a la Casa de la Música (tres euros, Avenida da Boavista, 604-610m m. 24) del holandés Rem Koolhaas.

Bacalao y callos

En las orillas del Duero, incluida la de Gaia, se encuentran la mayor parte de restaurantes y bares de copas. Los locales de Gaia tienen fama de ser más modernos pero más flojos que los que se concentran alrededor de la Plaza de la Ribeira. En realidad, en ambos lados se puede degustar un sabroso bacalhau, un caldo verde, tripas a moda do Porto (callos) o una lubina a la parrilla.

Chez Lapin (Rua dos Canastreiros, 40/42), por ejemplo, pese a su nombre, ofrece una carta tradicional que incluye variedad de pescado y vinos de la zona por unos 30¤ por persona. Como en muchos de los locales de la Riberia, se echa de menos una mejor ventilación. En Gaia, el Bacalhoerio (Avenida Diogo Leite, 74) sólo tiene dos segundos de carne. El resto es todo bacalao de mil formas. Sabroso y bien servido. En la misma zona, los picos más finos se pueden cruzar al Dom Tonho (Cais da Ribeira, 13), moderno, bien puesto, con carta variada pero precios alegres.

Fuera de circuito, en la Praça da Batalha hay varías churrasquerías poco sofisticadas pero muy asequibles. Carnes y pescados a la brasa, vino y caipiriña por 20 euros. Muy recomendables.

El País