segunda-feira, 29 de março de 2010

Norte de Portugal e Galiza unem-se na promoção

"Dois Países – Um Destino", é o mote da promoção conjunta do Turismo do Porto e Norte de Portugal e da Galiza que resulta de uma parceria entre estas duas entidades. Nesta iniciativa conjunta o Turismo de Saúde e Bem-Estar vai estar em destaque uma vez que é um produto partilhado por ambas as regiões. O objectivo desta promoção conjunta passa por potenciar a competitividade deste produto na região portuguesa e na espanhola para fazer concorrência a mercados emergentes como os países do Leste europeu.

Via Publituris

quarta-feira, 24 de março de 2010

APHORT reivindica realização da Cimeira da NATO no Porto

Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) reivindica a realização da Cimeira da NATO, prevista para Novembro deste ano, no Porto. A APHORT enviou o pedido por carta endereçada ao Presidente da República, considerando que as entidades da cidade "estarão à altura deste desafio".

"Recolocar a cidade do Porto e a região na rota das grandes cimeiras internacionais, projectando-as para um outro plano de reconhecimento externo" é o grande objectivo desta proposta da APHORT que no comunicado enviado relembra que "desde 1998, ano em que teve lugar a Cimeira Ibero-Americana, o Porto não recebe um evento com estas características, que conte com a participação de Chefes de Estado e de Governo".

Via Publituris

quinta-feira, 11 de março de 2010

ITB: SET mantém valor para o mercado alemão mas com participação das regiões e privados

Na ITB, Bernardo Trindade assumiu que “provavelmente se vai manter o mesmo valor de aposta do ano passado” – ou seja, 2,5 milhões de euros – no mercado alemão, embora com uma nova “nuance”, já que pretende contar com a contribuição das regiões e dos empresários nacionais “para cumprirmos o mesmo objectivo”, realçou o SET, lembrando que é tempo de racionalizar custos unindo esforços.

“Temos a perfeita noção que o quadro financeiro de apoio do ano passado não se mantém porque não há orcamento para isso, agora, é importante ter – com mais parceiros – a possibilidade de cumprir os mesmos objectivos, sem desvirtuar as campanhas”. Como tal, ao contrário do que se passou no ano passado na ITB, em que as diversas regiões efectuaram as suas reuniões e contratações individualmente com os operadores turísticos alemães – assim como o próprio Turismo de Portugal – nesta edição da feira alemã, o SET convidou os representantes das regiões da Madeira (Conceição Estudante) e do Algarve (Nuno Aires) a participar nestas reuniões com a Thomas Cook, FTI, TUI, REWE e Olimar.

Bernardo Trindade reconheceu que no ano passado, “fruto desta iniciativa tripartida, em que todas as pessoas separadamente intervieram, negociando e contratando com os operadores, houve de facto recursos que se foram duplicando e triplicando”.

Além de racionalizar custos, a ideia transmitida pelo SET passa também por unir a divulgação da imagem de Portugal e a comercializacao do destino num todo, no que toca à promocao e contratação externa: “A partir de agora falaremos de Portugal, ou seja, o interlocutor para estes operadores passa a ser Portugal e numa lógica de racionalização de custos muito direccionada para resultados e procurando fazer com que o mercado alemão, que é importantíssimo para Portugal, possa contribuir positivamente e também suprir algumas lacunas que possam advir, sobretudo da parte do mercado britânico”.

Bernardo Trindade manifestou ainda que “há um forte interesse em manter esta parceria porque estes operadores continuam a acreditar em Portugal, por isso se disponibilizam a investir e há total disponibilidade em integrar-se nesta nova lógica”, prevendo que no próximo Verão, serão já visíveis os resultados positivos destas parcerias agora reforcadas.

Convém lembrar que os operadores alemaes confirmaram a existência de cancelamentos nas duas últimas semanas para a Madeira assim como uma alguma retraação na procura. A propósito, Bernardo Trindade disse esperar que a Festa da Flor “seja o momento para que se retome e relance a actividade turística na Madeira”.

Depois de quebras generalizadas em todos os indicadores durante o ano de 2009, o mercado alemão comecou em 2010 a mostrar sinais de recuperação, ainda que ligeira (entre 1% a 1,5%). Face a este cenário, e à continuação das parcerias com os operadores, Bernardo Trindade mostra-se confiante na prestação do mercado alemão para Portugal.

Via Publituris

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cruzeiros no Porto de Leixões crescem 1400%

O movimento de passageiros dos navios de cruzeiro nos portos portugueses atingiu, em 2009, os 945 034 passageiros, o maior número de sempre, ultrapassando assim os 904 600 turistas que visitaram Portugal em 2008, o que corresponde a um crescimento de 4%. Este número inclui os passageiros recebidos nos portos de Leixões, Lisboa, Portimão, Funchal, Açores e, este ano também, de Viana do Castelo e de Cascais.

Segundo o relatório do Porto de Lisboa, este recorde foi determinado pelo aumento de 94% do segmento de turnaround que contabilizou 97 439 passageiros, o número mais elevado de sempre, contra os 50 223 registados no ano anterior. Embarcaram nos portos portugueses 49 928 passageiros (mais 102%) e desembarcaram 47 511 (mais 86%). Apesar de o porto do Funchal ter registado uma variação positiva, os portos de Lisboa (mais 116%), Portimão (mais 5335%) e Leixões (mais 1366%) foram os principais responsáveis por este crescimento, sendo de referir que, pela primeira vez, se realizaram operações de cruzeiro com início e fim nos portos de Portimão e Leixões, ambas realizadas pelo navio Princess Danae.

No que se refere aos passageiros em trânsito, ainda que tenha ocorrido um decréscimo global de 1%, os portos do Funchal e Portimão registaram crescimentos de 8 e de 100%, respectivamente.

Na realidade, foram estes dois portos e Lisboa que, em termos do número total de passageiros, contabilizaram um maior número face a 2008, tendo o porto do Funchal liderado a nível nacional com um total de 435 821.

Apesar de se ter verificado um crescimento de 4% no número total de passageiros que visitaram Portugal, registou-se um decréscimo de 3% no número de escalas de navios de cruzeiro – 719 (em 2009) contra as 739 contabilizadas em 2008 –, o que significa, justifica o Porto de Lisboa, que os portos nacionais foram escalados por navios de maior dimensão. No entanto, as escalas em turnaround atingiram um número nunca antes alcançado, ou seja, 100, que correspondeu a um crescimento de 69%.

À semelhança do ocorrido nos passageiros, os portos do Funchal e de Portimão foram os que registaram crescimentos no número de escalas, 3% e 46%, respectivamente, tendo, no entanto, a liderança continuado a pertencer a Lisboa, com 294 escalas.

Refira-se que as cidades de Cascais e de Viana do Castelo foram incluídas nos itinerários de quatro e um navios de cruzeiro, respectivamente, situação que não ocorreu em 2008.

Via Publituris

quinta-feira, 4 de março de 2010

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A Turel - Cooperativa de Turismo Religioso vai criar um roteiro de visitas na região do Douro. A notícia foi avançada ontem pelo presidente da direcção, cónego José Paulo Abreu, na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da cooperativa.‘Douro Religioso’ é o nome do projecto que está ser elaborado com base no estudo do edificado religioso que se estende pela região, tendo sido fruto de uma candidatura ao programa ON.2 (Programa Operacional Regional do Norte) já aprovada.

“Além de darmos a conhecer o património religioso, com roteiros pedestres e com vias de acesso, irá ser criada também uma página na internet”, diz o presidente da direcção da Turel, acrescentando que serão dadas também informações aos visitantes através do recurso ao MP3. O projecto, que que estará concluído em 2011, está para já em fase de inventariação do património, de forma a serem criadas, posteriormente, várias rotas de visita.

O cónego José Paulo Abreu deu conta ainda que a Turel continua a trabalhar na criação de uma rede mundial de turismo religioso “que implica a recolha de parceiros, de informações, a centralização de dados para uma base que permita criar, a nível mundial, esta rede do turismo religioso”.

Nesse sentido, o responsável da Turel afirma ainda que a cooperativa está a tentar encontrar novos mercados, novas potencialidades, avançando a hipótese de ser criado um novo mercado com os polacos.

Via Correio do Minho

Plano Estratégico de Aveiro pouco consensual

O Plano Estratégico do Concelho de Aveiro, que está a ser elaborado pela Câmara, deverá estar concluído em finais deste mês, mas está longe de ser consensual.

Na apresentação público do relatório preliminar, em que participaram vários cidadãos e forças vivas da cidade, foram ouvidas críticas à "falta de ambição" e "falta de identidade" do PECA, que assenta a sua estratégia de projectos em áreas como a mobilidade, a sustentabilidade, o turismo, as novas tecnologias e o ambiente.

Belmiro Couto, empresário e antigo vereador da autarquia, focou as suas críticas na área do turismo, por considerar que os projectos apresentados se baseiam "apenas em bases de dados". Considera que é importante "ser-se ambicioso" e nesta área pensar, por exemplo, "na construção de um terminal de cruzeiros ou num porto de recreio para Aveiro".

André Costa, da Câmara de Aveiro, e um dos responsáveis pela elaboração do PECA em conjunto com a Sociedade Portuguesa de Inovação, considera que todas as críticas e sugestões "são bem-vindas", ainda assim, reitera que "alguns destes projectos constam do plano". "Temos previsto um porto de recreio, mas nem todas as pessoas conseguiram ler o documento que é extenso. Mas iremos ter em conta tudo o que nos for enviado".

Também Pompílio Souto, arquitecto, foi crítico em relação ao plano, sobretudo na área da educação. Disse lamentar que o PECA tivesse sido feito "tendo por base a Carta Educativa, que é um mau documento". "Estranho que o plano assente neste documento e não sugira a sua revisão".

André Costa disse, ao JN, que "qualquer projecto nesta área, sobretudo a construção de novos equipamentos, tem de ser feito de acordo com a Carta Educativa. Se assim não for, não teremos possibilidade de recorrer a financiamento", disse, acrescentando que a Carta "está a ser revista".

Via Jornal de Notícias

quarta-feira, 3 de março de 2010

Xantar abrirá mañana sus puertas en Expourense

Desde mañana y hasta el próximo domingo, el recinto ferial de Expourense acogerá décimo primera edición del Salón Galego de Gastronomía y Turismo Xantar, que este año está centrado en el Xacobeo 2010.

El público que se acerque durante estos días a la feria podrá optar entre un total de 28 menús, cuyo coste oscilará entre los quince y los treinta y cinco euros. En esta ocasión, las comunidades autónomas invitadas serán las de Asturias, Andalucía, Extremadura y Canarias. A ellas hay que añadir las regiones turísticas portuguesas de Porto e Norte, Centro y Douro.

La amplia programación del salón incluye el desarrollo en directo de obradoiros de cocina por importantes chefs de la cocina gallega, entre los que se encuentran Marcelo Tejedor, Pepe Vieira, Flavio Morganti y Domingo González.

En el marco de Xantar se celebrará igualmente el V Encuentro Ibérico sobre Dieta y Salud, centrado fundamentalmente en las propiedades saludables de la dieta atlántica, orientada en esta ocasión hacia el Año Santo

Via El Correo Gallego

Turismo: Porto e Norte abre candidaturas para 19 lojas de promoção da região

A Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte de Portugal vai abrir nas próximas semanas as candidaturas para 19 lojas de promoção da região, que serão desenvolvidas em parceria com as autarquias.

"Nos próximos 15 dias vamos abrir candidaturas para 19 lojas na região do Porto e Norte, tendo como prioridade as portas de entrada, as capitais de distrito e três ou quatro casos de exceção", disse hoje à Lusa Júlio Meirinhos, que falava à margem da apresentação das caixas de experiências "UAAUU".

Em declarações à Lusa, o vice presidente do Turismo do Porto e Norte adiantou que, a par com os locais estratégicos de fronteiras e as capitais de distrito, vão ser prioritários "os casos delicados em com postos de turismo do outro século, que violam os conceitos modernos de promoção".

Via Jornal de Notícias

terça-feira, 2 de março de 2010

O portuense que dirige o museu de Siza na Galiza

O novo director do Centro Galego de Arte Contemporânea sente-se confortável como primeiro estrangeiro a gerir a instituição com sede em Santiago de Compostela. E gosta de trabalhar num edifício desenhado pelo arquitecto Álvaro Siza - "O meu gabinete tem mais espaço do que o do João Fernandes no Museu de Serralves", graceja o curador portuense

É um museu com a assinatura de Álvaro Siza, e isso vê-se nos maiores como nos mais pequenos detalhes: primeiro, e visto de fora, na elegância com que o edifício moderno (inaugurado em 1993) emparceira com o velho Convento de S. Domingos de Bonaval (século XVII); lá dentro, pelo conhecido jogo das superfícies brancas com as linhas de fuga e as inesperadas fontes de iluminação (como as famosas mesas invertidas).

No gabinete do director do Centro Galego de Arte Contemporânea (CGAC), continua a respirar-se espaço Siza. Não apenas pela amplitude e iluminação, também pela presença dos candeeiros e mobiliário desenhados pelo arquitecto português - em imprevisto diálogo com uma secretária transparente de Norman Foster, por exemplo.

"É muito agradável trabalhar aqui; primeiro, porque tenho um gabinete muito maior do que o do João Fernandes; o arquitecto foi mais generoso com o director do CGAC do que com o do Museu de Serralves", graceja Miguel von Hafe Pérez (n. Porto, 1967), que desde o dia 1 de Novembro é o primeiro director estrangeiro do centro de arte sediado em Santiago de Compostela.

O historiador, crítico e curador de arte recebe-nos no seu novo local de trabalho no mesmo dia em que fazia a apresentação à comunicação social local da sua primeira programação para o CGAC. Na mesa duma conferência de imprensa bastante concorrida, estivera ladeado pelo conselheiro de Cultura e Turismo da Junta da Galiza, Roberto Varela, que a seguir, em declarações ao P2, realçou as circunstâncias inéditas que tinham levado à nomeação do comissário português: pela primeira vez na história do CGAC, o director fora escolhido através de um concurso internacional e por decisão de um júri de especialistas do sector. "Estou muito orgulhoso que tenha sido um português o escolhido, e muito satisfeito também com a programação que ele fez para este ano", disse o responsável do PP galego.

Ao apresentar Espectral, uma selecção de obras das colecções do centro (que para além do acervo próprio inclui também o da Arco, feira de arte de Madrid) a abrir um painel de exposições e outras iniciativas que irão marcar o ano, Pérez disse ao que ia: "Interessa-me lançar um olhar sobre a modernidade e mostrar trabalhos que nos levem a reflectir sobre o mundo contemporâneo, e, com isso, recuperar o lugar que o CGAC já teve no circuito das artes."
Cá fora, Natalia Poncela López, crítica e redactora-chefe da influente revista Art Notes (o número de Fevereiro-Março publica uma entrevista com Miguel Pérez), que assegura uma curiosa ponte entre a cena artística da Galiza e a de Nova Iorque, dava voz à grande expectativa com que o desempenho do comissário português está a ser seguido em Santiago, na Galiza, e em Espanha em geral. "É a primeira vez que o CGAC tem uma direcção profissional escolhida por profissionais do mesmo ofício. Isto significa que o Miguel vai poder concretizar o seu projecto sem qualquer interferência política, o que dá muita independência, mas, ao mesmo tempo, muita responsabilidade." Natalia López fez depois eco daquilo que Roberto Varela tinha também manifestado ao P2: a Galiza espera que o curador português recupere a relação que o CGAC já teve com a população e as instituições locais e simultaneamente consiga reatar o seu papel no circuito internacional, perdido nos últimos anos.

Miguel Pérez está consciente do que está em jogo. Diz ter aceitado o desafio de concorrer à direcção do CGAC, em primeiro lugar, pela importância que a instituição continua a ter no panorama artístico da Galiza e de Espanha, algo que ele conhece especialmente bem pelas experiências que já teve como comissário na Bienal de Pontevedra e no Centro de Arte Santa Mónica, em Barcelona, por exemplo. "Senti que poderia trazer algo de novo. Sempre me fez alguma confusão que o CGAC, pela sua dimensão simbólica, por ter sido dos primeiros centros de arte moderna na Espanha democrática, por ser um projecto bem conseguido do Álvaro Siza, por ter um orçamento confortável, o que não é muito normal em instituições da mesma dimensão, estivesse a viver um certo apagamento", diz.

O centro galego tem um orçamento anual de quatro milhões de euros, com 1,3 milhões para programação e meio milhão para compras - números que não são muito diferentes dos de Serralves no que diz respeito à programação, nota Pérez. No ano passado, contou 60 mil visitantes, um número relevante, se for relacionado com uma cidade de apenas 80 mil habitantes, mas já não o é tanto se tivermos em conta a existência de uma importante comunidade estudantil e universitária, e, mais ainda, de um fluxo turístico que faz de Santiago de Compostela "uma cidade maior na sua dimensão simbólica do que na física".

Reunir sinergias e tirar melhor partido destas circunstâncias é o objectivo do novo comissário, e o facto de 2010 ser um ano xacobeo (ano santo, pelo facto de o 25 de Julho, dia de S. Tiago, calhar ao domingo) vem potenciar essa aposta - uma das exposições anunciadas, A Cidade Interpretada (17 de Setembro a 28 de Novembro), é um projecto de arte pública associado ao xacobeo, evento que tem para a Galiza uma importância equivalente à do Porto 2001, realça Pérez (que foi o responsável pelo sector das Artes na Capital Europeia da Cultura).

O novo director nota ter sido muito bem acolhido em Santiago e na Galiza. "Senti-me essencialmente bem recebido tendo em vista ser estrangeiro, mas, apesar de tudo, trata-se de um estrangeiro dissimulado, e com uma certa proximidade", diz Miguel Pérez, para cuja decisão de concorrer ao CGAC contou também o facto de ter a oportunidade de dirigir uma instituição de arte de relevo internacional a pouco mais de 200 quilómetros de casa. "E esta não é uma oportunidade que nos surja todos os dias!", acrescenta.

O facto de chegar a Santiago vindo de fora dá-lhe também um distanciamento que é importante numa terra onde "tudo é esmiuçado até à exaustão" e amplificado na medida exacta da quantidade dos meios de comunicação que aí existem, nomeadamente os muitos jornais regionais que há em cada cidade.

A arquitectura de Álvaro Siza, à época da inauguração, chegou a ser objecto de estranheza e de alguma polémica, o agora já não acontece. De facto, até pela cor escurecida que o granito foi ganhando com o tempo, irmanando-o cada vez mais com o vizinho Convento de S. Domingos de Bonaval, o museu desenhado pelo arquitecto português "está já perfeitamente integrado no imaginário urbano e social" de Santiago de Compostela, nota Pérez.

Os espaços interiores do museu não deixam, contudo, de manter um carácter desafiador para os artistas que aí expõem. É isso que o novo director quer também potenciar ao longo do seu mandato de cinco anos. Um exemplo disso será já a exposição de Gilberto Zorio (parceria com o MAMbo - Museu de Arte Moderna de Bolonha), uma referência da arte povera italiana, que aí será apresentada entre 16 de Abril e 27 de Julho, em assumido diálogo com a arquitectura de Siza. Outra grande aposta da programação do CGAC para 2010 será a exposição Afro-Modern: Jornadas através do Continente Negro (16 de Julho a 10 de Outubro, em colaboração com a Tate Liverpool), a "mostrar como as comunidades e os artistas africanos também tomaram parte na construção da modernidade", diz Pérez. Uma nota ainda para a extensão à Galiza, no Outono (22 de Outubro a 16 de Janeiro), da exposição Tempo Suspenso, das gémeas inglesas Jane & Louise Wilson, que actualmente se pode ver na Gulbenkian. "Aqui ainda vai ficar melhor do que está em Lisboa, por causa da relação com o espaço do Siza", promete Miguel von Hafe Pérez.

Via Público

Entidade de Turismo vende noites em hotéis da região

Pela primeira vez, organismo público chega directamente ao cliente

A Entidade Regional de Turismo do Porto e do Norte de Portugal lança hoje o produto "UAAUU", uma caixa que propõe "escapadelas" em mais de 100 hotéis da região. É a primeira vez que uma entidade pública de turismo vende directamente ao consumidor.

A "UAAUU" é um produto semelhante a outros que já existem no mercado, mas tem a particularidade de ser promovido por uma instituição pública. A Entidade de Turismo da Região Norte garante que quem compra a caixa terá facilidade no acesso a destinos de excelência, qualidade e segurança na escolha, melhor preço com mais qualidade e flexibilidade na marcação da data e no meio de transporte.

Melchior Moreira, presidente da Entidade de Turismo do Porto e do Norte de Portugal, apresenta hoje o produto no Museu de Serralves, no Porto, como mais um passo para elevar a Região de Turismo do Norte a terceiro destino turístico do país.

Ao JN, o responsável revelou que a "UAAUU" é diferente dos outros porque a oferta centra-se numa só região e garante o melhor para o cliente. E isto "só é possível porque não há dúvidas sobre a excelência dos produtos da Região Norte", afirmou.

As caixas "UAAUU" dividem-se em três experiências: Energia, onde se incluem os hotéis virados para o turismo de Natureza; Paladar, com as unidades que apostam na gastronomia e vinhos; e Equilíbrio, com uma oferta relacionada com a saúde e o bem-estar. Os preços variam entre os 49,90 euros e os 149 euros, consoante a caixa de experiências escolhida (ler texto ao lado).
Ao todo são mais de 100 unidades hoteleiras seleccionadas a dedo pelos delegados regionais da Entidade de Turismo e alinhadas com os produtos turísticos estratégicos definidos no Plano Estratégico Nacional de Turismo.

As "UAAUU" estarão à venda em agências de viagem, nas lojas de turismo do Porto e Norte de Portugal (incluindo a da Galiza), na Internet e numa rede de lojas de bens de cultura e lazer. Numa primeira fase, o produto atingirá o mercado português e parte da Galiza, mas a intenção, garantiu Melchior Moreira, é lançá-lo depois no exterior, nomeadamente em Espanha e Inglaterra.

Via JNotícias

segunda-feira, 1 de março de 2010

FantasPorto 2010

Programa disponível no site oficial do FantasPorto.

Fantasporto é pretexto para visitar a Invicta

Os 300 quilómetros que separam Lisboa do Porto são, por vezes, uma desculpa para que a vida cultural das duas cidades não se cruze. Contudo, existem eventos como o Fantasporto que têm o efeito contrário.

Pedro Godinho, de 26 anos, é estudante de Filosofia e veio de Lisboa com mais quatro amigos "pelo cinema", mas também porque este é um bom "pretexto para vir ao Porto". O que mais o atrai não é especificamente o cinema fantástico, mas a diversidade que o cartaz do festival oferece.

Este grupo de cinco amigos, vindos de Lisboa, Fundão e Aveiro, não temeu o mau tempo e fez-se à estrada na noite de sexta-feira para aproveitar um fim-de-semana que se dividiu entre o cinema e a vida nocturna do Norte.

Se para Pedro esta é já a terceira edição do Fantasporto a que assiste, para Miguel Campos, de 21 anos, 2010 é uma estreia absoluta.

"Ontem [sábado] estive a ver o 'La horde', um filme francês de zombies, e estiveram cá os realizadores a falar um pouco connosco. Acho que essa iniciativa é muito boa", destacou Miguel, que, apesar de só ter consguido ver dois filmes, faz um balanço positivo da primeira ida ao festival. Já Marta Fernandes, que esteve em edições anteriores, lamenta o número reduzido de películas visionadas, culpa das longas noites da Invicta.

Na capital, Pedro costuma assistir ao IndieLisboa e ao DocLisboa, mas acha que o "Fantas" "é dos festivais que têm uma relação mais próxima com a cidade", considerando mesmo que, em termos de organização, talvez seja dos melhores.

Somando o preço dos bilhetes, combustível e uma residencial "low cost", um fim-de-semana de "Fantas" e Porto fica entre os 100 e 150 euros. Pedro assume que esta quantia faz mossa no orçamento, mas "também é só uma vez por ano".

Ministra oferece 'Casa do Cinema' para Fantasporto

Gabriela Canavilhas reiterou o apoio ao festival de cinema que considera "um símbolo de Portugal e do Porto".

Foi sob o signo da incerteza que o Fantasporto-Festival Internacional de Cinema do Porto abriu, na sexta-feira, as portas da sua 30.ª edição.

A não confirmação da autarquia portuense da disponibilidade do teatro Rivoli continuar a receber as edições do Fanstaporto foi uma sombra que pairou sobre a inauguração, adensada pela ausência de Rui Rio, presidente da Câmara do Porto na cerimónia.

No discurso que proferiu na sessão de abertura do festival, a ministra da Cultura, não ignorou esta problemática, afirmando todo o seu "empenho em consolidar o projecto do Fantasporto" e ofereceu inclusive as instalações da futura casa do Cinema do Porto para acolher as próximas edições do evento.

Esta oferta não poderá contudo ser aceite, pois, como explicou Mário Dorminsky, da direcção do festival, "A Casa das Artes, onde será instalada a Casa do Cinema, não tem, infelizmente, condições de dimensão, nem localização para a realização de um evento da envergadura do Fantasporto."

Gabrielha Canavilhas assegurou, porém, que o ministério da Cultura pretende apoiar o festival.
Reconhecendo a importância da presença da ministra na abertura do evento, Dorminsky não deixa de afirmar esperar que "uma abertura de portas para um diálogo que leve ao cumprimento formal do anunciado apoio do Estado ao festival, que tudo leva a crer que venha a ser aumentado".

Este Festival Internacional de Cinema, que a ministra definiu como sendo "um símbolo de Portugal e do Porto", realiza-se, desde 1998 no teatro Rivoli, quando a autarquia transformou este espaço num teatro municipal.

Não obstante as incertezas, a edição deste ano, que decorre até 7 de Março, vai exibir 401 filmes, dos quais 40 nas diferentes secções oficiais competitivas (Cinema Fantástico, Semana dos Realizadores, Curtas de Cinema Fantástico e Orient Express).

Em paralelo, o festival convoca a pintura a de Agostinho Santos. Até 8 de Março, o Teatro Rivoli, exibe várias telas deste autor reunidas em torno do tema "Mapeando o Imaginário". Hoje passam, em retrospectiva, Alphaville de Jean-Luc Godard e Hiroshima meu amor , de Alain Resnais.

Via DN

PCP propõe que o Instituto do Turismo aumente o subsídio ao FantasPorto

A bancada do PCP apresentou à Assembleia da República uma proposta para que o Instituto Português do Turismo reforce em cem mil euros o subsídio que atribui ao Fantasporto. A proposta, assinada por Bernardino Soares, Honório Novo e Jorge Machado, será votada ainda esta semana no Parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento de Estado. De acordo com Honório Novo, a proposta surge por ter sido considerado pelo PCP que o subsídio atribuído este ano não se coaduna com a projecção internacional do festival. O deputado refere ainda que a proposta está aberta à subscrição de outros grupos partidários. Honório Novo entende que o festival, que considera ser o maior evento de cinema em solo nacional, contribui para a divulgação internacional de Portugal e por isso mesmo diz ser "inaceitável o actual montante do subsídio atribuído pelo Instituto Português do Turismo.

Via Público