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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Turismo interno cresce 3,6% no Norte

O crescimento de 6,1% do mercado nacional, correspondente a 2,3 milhões de dormidas, não chegou para compensar a perda de 9,7% dos mercados internacionais, geradores de 3,1 milhões de dormidas. Assim, os dados do INE relativos a Agosto dão conta de -3,5% de dormidas (total de 5,4 milhões) do que em igual período do ano passado. Já os proveitos totais atingiram 259,4 milhões de euros e os de aposento 192 milhões, correspondendo a variações homólogas negativas de 6% e 5,4%, respectivamente.


Em Agosto último, a hotelaria registou 1,7 milhões de hóspedes, valor sensivelmente igual ao do mês homólogo (+0,4%). Mantendo a tendência dos meses anteriores, as pousadas e os motéis apresentaram resultados bastante positivos por comparação com o período homólogo, com acréscimos das dormidas superiores a 10%. Os restantes tipos de estabelecimentos revelaram uma evolução negativa, embora os hotéisregistem uma certa tendência de estabilização (-1,6%).No período em análise, o principal mercado emissor foi Espanha, com uma quota de 23,7% do total de dormidas de não residentes, tendo sido o único a apresentar uma evolução positiva (+1,7% do que em Agosto de 2008). O Reino Unido, a Alemanha, a França, os Países Baixos e a Itália que, no seu conjunto, concentraram mais de 50% das dormidas de não residentes, tiveram um desempenho negativo, sobretudo no que respeita ao mercado britânico (-21,5%), que foi o segundo mercado emissor mais importante neste mês.

No que respeita à distribuição regional, o Alentejo foi a região com resultado mais positivo (+23,5%), semelhante ao dos meses anteriores. O Norte (+3,6%) e Lisboa (+0,9%) apresentaram igualmente crescimentos homólogos, mas de menor dimensão. As restantes regiões permanecem com reduções no número de dormidas que, nas Regiões Autónomas, superam os 10%: os Açores tiveram -11,6% e a Madeira -10,6%.

O Algarve, a Madeira e os Açores foram as regiões que apresentaram as taxas de ocupação mais elevadas. No entanto, face a Agosto de 2008, estes valores traduzem uma redução da taxa de ocupação nas Regiões Autónomas, superior a 8 p.p.. A estada média foi de 3,2 noites, ligeiramente inferior à do mês homólogo (3,3).

No que respeita ao Rendimento Médio por quarto (Rev Par), no mês de Agosto, os estabelecimentos hoteleiros registaram 259,4 milhões de euros de proveitos totais e 192 milhões de euros de proveitos de aposento, equivalendo a quebras homólogas de 6,0% e 5,4%, respectivamente.

No acumulado de Janeiro a Agosto de 2009, há a referir que os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de nove milhões de hóspedes que originaram 25,9 milhões de dormidas, movimento que, em comparação com o mesmo período de 2008, se traduz numa evolução negativa de 3,9% e 6,6% respectivamente.

O INE alerta, contudo, que "estas variações são contudo menos negativas do que as verificadas em períodos anteriores", afirmando mesmo que "esta evolução é semelhante à que se tem verificado a nível internacional", invocando para o efeito as as últimas estimativas disponibilizadas pela Organização Mundial de Turismo, e que publicámos na semana passada.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mercado holandês cresce no Aeroporto Sá Carneiro

O mês de Setembro ficou marcado pelo ligeiro decréscimo de passageiros (-0,8%), para um total de 423.707, enquanto que os movimentos de aeronaves caíram 9,7% para se fixarem em 4.451. A queda pouco acentuada foi segurada pelo sector das low costs, que prosseguem o franco crescimento no Aeroporto do Porto (15,8%), em parte devido à base da Ryanair. Os mercados que maior protagonismo conseguiram no mês passado em Pedras Rubras foram o holandês, que cresceu 58,4%, o suíço (de onde vieram mais 25,5% dos visitantes à Cidade Invicta), e o francês (responsável por um incremento de 18,9% do volume de passageiros). Apesar da França ter conseguido a medalha de bronze, foi o país que mais passageiros levou ao Porto, num total de 90.613 durante o mês de Setembro, e em termos acumulados 692.982. Sem surpresas, a companhia campeã em crescimento de tráfego de passageiros foi a Ryanair, com um crescimento de 26,6% em Setembro, em relação ao mesmo mês de 2008. A medalha de prata foi ganha pela Luxair, que transportou mais 24%, enquanto que a easyJet cresceu 22,2%. Ainda assim, a TAP ainda é a companhia que mais passageiros registou no Aeroporto Sá Carneiro em Setembro, um total de 148.738, o que representou uma descida de 11,2%. No patamar inverso, a Air Nostrum cresceu 217,1%, tendo sido responsável pela passagem de 14,728 passageiros pelas instalações do aeroporto portuense.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Turismo do Porto e Norte de Portugal promove-se na Galiza

A Turismo do Porto e Norte de Portugal vai participar na 40ª Edição da FEXDEGA, feira multisectorial no âmbito do artesanato, gastronomia e recursos turísticos que irá decorrer de 9 a 12 de Outubro em Vilagarcia de Arousa (Pontevedra - Galiza).Referência no sector, a FEXDEGA conta com 40 anos de experiência na organização de feiras e exposições comerciais e tem como objectivo promover as ofertas de empresários dos mais diversos sectores da região.
A Turismo do Porto e Norte de Portugal estará presente na FEXDEGA em parceria com as Rotas Gourmet de Lousada; Vinduero; Trasvinis; Amendouro; Quinta da Torre; Solimar e Museu do Douro.

De destacar a realização de uma prova gastronómica com compotas, doces, frutas em calda, queijos, amêndoas e vinhos regionais do Porto e Norte de Portugal, que terá lugar no segundo dia da feira (10 de Outubro) às 17 horas (hora espanhola).

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Crise faz disparar turismo interno na Inglaterra

Dados recentes do Inquérito de Turismo do Reino Unido (United Kingdom Tourism Survey ) revelados pela VisitEngland, indicam que o turismo interno na Inglaterra cresceu 14% nos primeiros seis meses de 2009, enquanto o turismo externo desceu 17%.
Nas contas da VisitEngland, tal aumento do turismo interno corresponde a mais 2,6 milhões de viagens e mais de 9,1 milhões de dormidas, de Janeiro a Junho 2009. Embora o número total de pernoitas tenha descido 1% desde Janeiro, resultado onde se incluem as visitas a familiares e amigos e o segmento de MI - sector que continua a ressentir-se da crise - o turismo de lazer na Inglaterra mostra alguns sinais do optimismo dos consumidores, com um aumento de 5% nos gastos, confirmando que o Verão de 2009 foi passado em casa.


Além disso, o grupo de pesquisa da VisitEngland, iniciado em Agosto, indica que a atitude para com o turismo doméstico está a mudar. Os inquiridos assumem muitas vezes conhecer melhor alguns destinos estrangeiros do que o próprio país e consideram que, além da "experiência genuína, aprenderam imenso sobre as regiões de Inglaterra".

James Berresford, director executivo da VisitEngland, está moderamente optimista quanto ao futuro do turismo britânico. "A Inglaterra está de novo na moda e os britânicos estão a redescobrir a diversidade e o apelo das férias em casa. É uma tendência que tem vindo a ser desenvolvida nos últimos anos e que pretendemos continuar com a ajuda da indústria do turismo". "Sabemos que as pessoas procuram experiências desenhadas à medida dos seus interesses, seja um retiro espiritual, seja uma aventura ou um city-break. E estão a tomar consciência de que a Inglaterra consegue dar-lhes isso e muito mais".

A campanha de TV "VisitEngland's Enjoy Every Minute" está no ar desde 8 Septembro e encoraja os short breaks e visitas de um dia para o Outono. A campanha já atingiu cerca de 30 milhões de ingleses, 61% da população adulta de Inglaterra.

"Há claramente segmentos ainda em dificuldades, como o mercado das conferências e eventos. Mas enquanto indústria, este é o momento para reagir e assegurar que quando as circunstências económicas melhorarem, termos uma estratégia robusta para atrair novos visitantes e fidelizar os repetentes," afirma James Berresford.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Turismo de Coimbra lança nova rota turística da 1ª Dinastia

"Rota da 1ª Dinastia" é a nova ferramenta promocional da Turismo de Coimbra, E.M. lançada ontem. Trata-se de um novo roteiro sobre a cidade, um percurso especializado que está acessível online (www.turismodecoimbra.pt), com recurso a monumentos modelados em 3D, que permite realizar uma visita virtual ao património cultural. A rota "permite sublinhar, de forma muito atractiva, o papel central de Coimbra na formação do reino de Portugal", sublinha a Turismo de Coimbra no comunicado enviado à redacção.A propósito da nova plataforma e do novo guia sobre a cidade de Coimbra também apresentado, Luís Alcoforado, presidente do Conselho de Administração da Turismo de Coimbra, E.M., comentou que "avançamos significativamente na informação turística que disponibilizamos aos nossos visitantes".


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Porto/Norte é a região turística mais atractiva

O Porto e Norte de Portugal é a marca/região mais atractiva, no continente, para os turistas portugueses. É a conclusão preliminar de um estudo que o Turismo de Portugal apresentou, ontem, terça-feira, em Coimbra, e que suscitou de imediato críticas.

O polémico estudo científico, encomendado pela Turismo de Portugal à Brandia Central e cujos resultados finais só vão ser conhecidos em Dezembro, pretendeu avaliar a atractividade de 13 destinos turísticos no território continental e criar uma ferramenta de orientação para melhorar o posicionamento desses destinos perante o mercado interno. O ranking da atractividade das 13 marcas/região alvo de estudo coloca o Porto e Norte de Portugal em primeiro lugar, seguido do Douro, Algarve, Lisboa, Porto, Alentejo, Alentejo Litoral, Serra da Estrela, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Alqueva e Leiria-Fátima.

O presidente da Turismo do Centro diz que "os resultados deste estudo são muito duvidosos" e "a sustentação do trabalho é demasiado falível". Pedro Machado critica o facto de a Madeira e os Açores não entrarem no estudo, que custou quase 200 mil euros ao Turismo de Portugal, e considera "impossível" que a região Centro seja mais atractiva, de facto, do que Lisboa e Vale do Tejo. Por outro lado, considera um absurdo que se meta "no mesmo saco" regiões de turismo que existem há poucos meses, como aquela que lidera, com outras, como o Algarve, que foram criadas há 50 anos. "É comparar o incomparável", defende o presidente da Turismo do Centro. Pedro Machado deixa uma outra "farpa" ao líder do Turismo de Portugal, Luís Patrão: "Parece-me uma questão de bom-senso que este estudo tivesse sido primeiro apresentado aos responsáveis pelas regiões de turismo e só depois aos jornalistas. E não a ambos ao mesmo tempo".

Luís Patrão reconhece alguns erros, como por exemplo "a apresentação de um ranking, que cria a ideia errada de competitividade". "Mas a Brandia Central foi livre de fazer o seu estudo, de acordo com os seus critérios, nos quais não interferimos", frisou. Entre as variáveis usadas pela Brandia Central para avaliar a atractividade de cada marca-região encontram-se as paisagens urbana e rural, gastronomia, simpatia da população local, oferta hoteleira, clima, oferta cultural, património. O resultado final do estudo será conhecido no final do ano. O objectivo é o de oferecer a cada marca-região dados que lhes permitam melhorar a sua atractividade.

Jornal de Notícias

Não percebo as críticas feitas. Há aqui coisas que me parecem óbvias. Que Madeira e Açores não fazem parte do conceito de turismo de proximidade e de fim de semana que é uma componente relevante do turismo interno. Que a existência administrativa de regiões de turismo não tem qualquer relação com a avaliação da atractividade turística de um destino. Que me parece perfeitamente razoável que o Centro (Coimbra, Aveiro, Viseu, Figueira da Foz) não pode ser mais atractivo do que Lisboa e Vale do Tejo (arredores de Lisboa como Sintra e Cascais e península de Setúbal). E seguramente não vejo porque motivo apresentar o estudo primeiro às regiões de turismo. As regiões de turismo deveriam ter sido consultadas, sim, para contribuir para a definição da metodologia do estudo. Uma vez definida a metodologia, a única opinião que interessa é a dos turistas.

A verdadeira crítica é que não é claro para os turistas o que é o "Porto e Norte" que não inclui nem o "Porto" nem o "Douro", o que é "Lisboa e Vale do Tejo" sem "Lisboa", sem "Oeste", e o que é o Alentejo sem o litoral nem o Alqueva. E já agora, o que é hoje o Alqueva em termos turísticos? Já tem alguma coisa? Que eu saiba ainda é apenas um destino turístico em projecto.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Elisa e Couto unem Porto e Gaia

Os candidatos do PS às câmaras do Porto e de Gaia, Elisa Ferreira e Joaquim Couto, apresentaram ontem propostas conjuntas de mobilidade e turismo para as duas cidades. Os socialistas consideram que com Rio e Menezes Porto e Gaia vivem "de costas voltadas".


Num gesto simbólico, os candidatos juntaram-se a bordo de um barco no Douro a apresentar ideias para facilitar o atravessamento do rio que separa as duas cidades. Elisa Ferreira defendeu o alargamento do tabuleiro inferior da ponte D. Luís e o licenciamento de barcos para atravessar o rio. "Há promotores e gente interessada", afirmou a candidata do PS.

Também Joaquim Couto culpa os actuais presidentes das duas autarquias da falta de articulação de projectos entre as duas margens. "As propostas são muitas e os projectos e os planos também já existem sendo que as circunstâncias políticas e pessoais dos dois presidentes de câmara não têm permitido pô-los em prática", afirmou o socialista adversário de Luís Filipe Menezes, em Gaia.

"O rio Douro tem de ser um factor de união e não de separação entre as duas cidades", resumiu Elisa Ferreira, neste encontro no Douro, que reuniu também alguns arquitectos de renome, entre os quais Nuno Portas e Manuel Correia Fernandes. Este último é o número dois da lista de Elisa.

Correio da Manhã

Bloco de Esquerda reafirma ser contra privatização do Aeroporto do Porto

O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara do Porto, João Teixeira Lopes, apresentou hoje um conjunto de medidas relacionadas com o turismo e a animação da cidade, manifestando-se contra a privatização do Aeroporto do Porto.

As ideias do candidato bloquista à autarquia portuense foram discutidas com os empresários do sector durante o debate promovido pela APHORT - Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo que decorreu no Hotel Infante Sagres.

"A principal questão que se coloca é que todo o desenvolvimento da cidade tem sido feito sem olhar para a hotelaria, comércio e restauração", explicou à Lusa João Teixeira Lopes, que deu o exemplo do Plano Director Municipal (PDM) da cidade, que permite "a concentração de grandes superfícies comerciais que têm feito o comércio a retalho sofrer elevadas perdas".

João Teixeira Lopes manifestou a clara oposição do BE em relação à privatização do Aeroporto do Porto, salientando neste aspecto um claro afastamento de opinião "quer em relação a Rui Rio, quer em relação a Elisa Ferreira". "Privatizar o aeroporto seria colocá-lo à mercê de interesses particulares divergentes, que resultaria num aeroporto destroçado", disse o bloquista que considera que a infra-estrutura "deve permanecer nas mãos do Estado mas com uma participação regional dum concelho consultivo".

Para o candidato do BE à Câmara do Porto "o que faz a produtividade das cidades não é a repetição de receitas mas sim a diferença" e "é o sentido de lugar" que tem permitido a algumas áreas - design, estética, hotéis de charme - adaptar-se ao contexto internacional.

João Teixeira Lopes acusou a Câmara do Porto de falta de "pró-actividade na formação e modernização dos operadores turísticos", considerando que a fórmula de sucesso para a promoção dos estabelecimentos é um "funcionamento em rede, por áreas e recorrendo a sinergias". A falta de uma rede de animação dos espaços públicos da cidade do Porto é outra das acusações feitas pelo BE à actual gestão camarária.

Outra das grandes preocupações de João Teixeira Lopes em relação à cidade tem a ver com a saída de população do Porto, que foi o "segundo concelho que mais população perdeu entre 2001 e 2005". "Numa cidade sem gente, não há turismo nem comércio que aguente", concluiu o candidato do BE.

Diário de Notícias