sábado, 6 de fevereiro de 2010

Alto Minho exige apoios idênticos aos do Douro

Defendido "equilíbrio" entre apoio dado a investimentos turísticos no Douro e região minhota. A lampreia é rainha à mesa de seis municípios do Vale do Minho, até finais de Março. O Turismo quer firmar parceria com ASAE para certificação dos restaurantes.

O Alto Minho quer que os projectos turísticos dinamizados na região obtenham "um apoio idêntico" aos que estão a ser desenvolvidos no Douro. O repto foi, ontem, deixado pelo presidente da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho e líder da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, Rui Solheiro, durante a apresentação do programa "Lampreia do Rio Minho".

"É preciso equilíbrio para que os empreendedores também invistam no Minho e no Alto Minho. Não existe apenas o Douro no Norte e temos de ter acesso aos apoios da mesma forma que o Douro está a ter", afiançou Solheiro, considerando que "seria uma grande frustração se os empresários apresentassem os seus projectos e não os vissem apoiados".

Promovido pelas seis autarquias da região, em parceria com o Turismo do Porto e Norte de Portugal, o programa arranca hoje e compreende todos os fins-de- -semana de Fevereiro e Março.

Dirigente da entidade regional de turismo, Melchior Moreira adiantou que entre os projectos da instituição está uma parceria com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) com vista à certificação dos restaurantes. Segundo disse, trata-se da qualificação da oferta gastronómica para a implementação de um selo de qualidade, destinado às unidades de restauração.

Presidente do Conselho Superior do Turismo do Porto e Norte de Portugal e ex-dirigente do turismo alto-minhoto, Francisco Sampaio estimou em cinco milhões de euros o retorno gerado pelo programa, durante os dois meses. No total, tomam parte na iniciativa 95 restaurantes, de seis concelhos, onde "vão existir, todos os fins-de-semana, cerca de três mil lugares para servir lampreia, o que é bastante significativo para toda a região".

Via Jornal de Notícias

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