quinta-feira, 23 de julho de 2009

Associação de Hotelaria critica empresa municipal devido a concertos tardios junto a hotel de cinco estrelas

A Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) criticou hoje a empresa municipal Porto Lazer por continuar a autorizar a realização de concertos que têm incomodado os hóspedes do hotel Infante Sagres, no Porto.

A realização de concertos na Praça Filipa de Lencastre tem motivado diversas queixas das pessoas alojadas naquele hotel de cinco estrelas, pelo que a associação e a unidade hoteleira temem que o turismo do Porto seja prejudicado.

"A animação da Baixa não pode ser feita a qualquer custo", reclama a APHORT, em comunicado enviado à Lusa. António Conde Pinto, presidente executivo da APHORT, defende que "há outros locais onde se poderiam fazer os concertos, sem prejuízo de ninguém" e refere que isso mesmo já foi sugerido à Porto Lazer. Outra das sugestões apresentadas, no contacto feito com a empresa municipal, foi a "antecipação do horário" dos concertos.

A Porto Lazer acolheu bem a sugestão e já tinha deixado essa indicação à organização do evento, no concerto realizado no passado fim-de-semana. Agora, o director da empresa, Ricardo Almeida, deixa a promessa de acabar com os concertos, caso o incumprimento dos horários se repita no sábado. "Depois do primeiro contacto, falámos com a organização, que são os bares daquela zona, para que os concertos não terminassem depois da meia-noite. O último prolongou-se por 30 ou 40 minutos e já chamámos a atenção de que tal não se pode repetir, caso contrário não serão permitidos mais concertos", disse à Lusa Ricardo Almeida.

Assim, para o concerto de sábado na Praça Filipa de Lencastre, a ordem é para que a música comece às 22:00 e que termine antes da meia-noite, ou "não existirá um quarto espectáculo", avisa Ricardo Almeida.

A APHORT não gostou de ver anunciado um novo concerto para este local e destaca que, embora compreenda "a importância destas iniciativas para a revitalização da Baixa", considera que "esta animação não deverá ser feita a qualquer custo, comprometendo a actividade económica" instalada naquela zona da cidade.

Procurando dar resposta aos pedidos que lhe têm chegado por parte de alguns dos seus associados e considerando que esta situação contribui para a transmissão de uma imagem negativa junto dos visitantes da cidade, a APHORT solicitou já à referida entidade a transferência dos referidos concertos para outro local.

Expresso

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