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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Braga convidada para integrar o Parque Cultural Europeu

O concelho de Braga foi convidado para integrar o Parque Cultural Europeu, uma rede de 40 parques que deve incluir Las Medulas (Espanha) e países como França, Itália, Áustria, Alemanha, Suécia, Dinamarca e Noruega.

O representante português será "o único parque arqueológico e em descontínuo", pois os restantes são em geral parques naturais ou ambientais, segundo a presidente da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM), Manuela Martins. O projecto foi apresentado há dias no novo número da revista "Fórum".

Em Braga, promove-se então a "paisagem de cidade, construída", unindo 16 núcleos (a maior parte já monumentos nacionais), sendo onze na enorme área pedonal e cinco noutras freguesias, podendo o visitante definir a rota.

"Queremos mobilizar os defensores do património e não numa escala política", apela a responsável, "é um parque difuso, mas unificado a integrar a História local". Nos parceiros conta-se já a Câmara Municipal e a Universidade do Minho. O projecto foi também apresentado à Direcção Regional da Cultura, IGESPAR, Aspa, Associação Comercial de Braga, às várias forças partidárias e direcções de museus, entre outros. Aguarda-se que estes façam chegar comentários e a sua disponibilidade, de forma a fazer a promoção e discussão pública, para, aí sim, se constituir o Parque Arqueológico de Braga e concretizar a apresentação da candidatura.

Os núcleos arqueológicos bracarenses inicialmente eleitos são: Estação da CP, Fonte do Ídolo, Colina da Cividade, Escola Velha da Sé, Carvalheiras, Sé Catedral, Paço Arquiepiscopal, Torre Medieval (Castelo), Torre de Santiago, Praça Velha, villa e templos em S. Martinho (Dume), templos de S. Frutuoso e S. Francisco (Real), Sta. Marta das Cortiças (Falperra, Esporões), mosteiro de Tibães (Mire de Tibães) e complexo das Sete Fontes (S. Vítor). Sendo um parque polinuclear, é susceptível de núcleos novos, como foi o caso da necrópole recém-descoberta nos antigos CTT.

O plano visa dignificar e potenciar o "valor histórico, cultural, científico e turístico" do património bracarense, nomeadamente o romano e bimilenar de Bracara Augusta. A aposta nos conteúdos de interpretação multimédia e a remodelação dos espaços visitáveis vai também contribuir para cativar mais visitantes da rede, a uma escala mundial. "Braga tem muito mais património arqueológico visitável do que as outras cidades do país", frisou o arqueólogo Luís Fontes, da UAUM. Notou que o processo "não foi pacífico mas fruto de difíceis negociações, sempre suportadas" pela fundamentação científica.

"Isto tem custos, mas cá estamos para aguentar. Braga tem monumentos 'novos' graças à arqueologia. Deve orgulhar-se deles".

Jornal de Notícias

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Parque Biológico de Miranda do Corvo teve 2600 visitantes em menos de dois meses

O Parque Biológico da Serra da Lousã, na Quinta da Paiva, em Miranda do Corvo, no qual existe o "único labirinto de arvores de fruta do mundo", já teve 2600 visitantes desde a inauguração em Junho, foi hoje anunciado.

Inaugurado em meados de Junho, o parque está dotado de uma colecção de animais de raças autóctones ligadas á agro-pastorícia. Nele, podem observar-se burros, várias raças de vacas desde a Cachena do Minho à Mirandesa de Trás-os-Montes, porcos bísaros ou pretos alentejanos, ovelhas da Serra da Estrela e cabras bravias do Minho, entre muitos outros animais.

Possui o único labirinto de árvores de fruta do mundo, numa homenagem aos viveiristas da região, e onde as pessoas podem ficar a conhecer, enquanto se divertem a descobrir o percurso certo, as diferentes árvores frutíferas - segundo uma nota divulgada hoje pela Fundação Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional de Miranda do Corvo (ADFP).

Podem ainda apreciar-se, em ambiente natural, numa área florestal, mamíferos representativos da vida selvagem portuguesa, nomeadamente lontras, raposas, javalis, gambos, veados, garranos, muflões, esquilos, ginetas e sacarrabos.

"O parque abriu ao público em meados de Junho, ainda não tem dois meses de vida, pelo que o número de visitantes constitui um grande sucesso. A média de visitantes foi de cerca de 60 pessoas por dia durante o mês de Julho", refere o presidente da direcção da Fundação ADFP, Jaime Ramos.

Um pequeno fluviário criado recentemente destina-se a mostrar os peixes dos rios portugueses e está a ser criada uma colecção de aves selvagens representativas dos "habitat" nacionais.

"O Parque Biológico da Serra da Lousã não pretende ser mais um zoo ou um fluviário mas sim o único local que mostra a vida selvagem, natural, de Portugal, recusando exibir animais exóticos, representativos de outros países ou continentes", lê-se na mesma nota.

O parque tem ainda "uma grande vertente social apostando nas potencialidades terapêuticas da natureza e da vida ao ar livre, criando actividades ocupacionais para pessoas com deficiência ou doença mental".

A Quinta da Paiva é um projecto realizado pela ADFP em parceria com a Câmara de Miranda do Corvo (distrito de Coimbra), que obteve o primeiro Prémio Nacional de Empreendedorismo, na categoria de Investimento Humano, atribuído pelo IAPMEI, Ministério da Economia.

Um dos objectivos fundamentais da Fundação ADFP é "criar postos de trabalho para pessoas vítimas de exclusão pelo que as pessoas que visitam o parque não só têm a oportunidade de conhecer a vida selvagem portuguesa como de, em simultâneo, apoiar um projecto de integração social, com vertentes terapêuticas".

A Quinta da Paiva é "um projecto de desenvolvimento sustentável com aposta na coesão social, criando emprego para pessoas vítimas de exclusão. Pretende integrar turismo, lazer, cultura e desporto, com infraestruturas diversas, num amplo espaço rural e florestal, atravessado por um rio", lê-se no sítio na Internet da ADFP.

Diário de Notícias