terça-feira, 21 de abril de 2009

Casino no Porto?

Eu digo não. Já temos problemas sociais que cheguem.

"Chegou a hora de acertar contas à mesa de jogo. Com juros. Contrariamente às anteriores propostas apresentadas ao Governo, que apenas apontavam para um aumento das deduções à contrapartida anual, o grupo Solverde decidiu desta vez aumentar a parada e exigir a abertura de um casino na cidade do Porto.

É a compensação que o grupo de Manuel Violas considera justa pelos prejuízos que o grupo tem sofrido desde há precisamente três anos, quando abriu o Casino de Lisboa, do grupo Estoril-Sol.

"No final do ano vamos lá mostrar que os números são uma realidade. Segundo os nossos estudos, temos razões de sobra e vamos demonstrar que temos razão", garantia Violas ao Negócios, no final de Novembro passado. Nessa altura, o presidente da Solverde revelava que a quebra das receitas nos seus casinos rondava os 7%. "Cada vez mais tenho menos dúvidas de que somos penalizados pelo Casino de Lisboa", rematava então o empresário.

Na exposição enviada ao ministro da Economia, a Solverde fixa precisamente em 7% a quebra de receitas sofrida nos últimos dois anos, que corresponde sensivelmente aos ganhos dos casinos Estoril, Póvoa e Lisboa, do grupo Estoril Sol. Uma avaliação que resulta de uma decisão do próprio Governo, que a certa altura do processo anuiu em compensar o grupo do Norte, "desde que se venha a demonstrar que a abertura de um novo casino em Lisboa afecta com gravidade o equilíbrio do contrato de concessão".

Conforme combinado com o Governo, essa avaliação seria efectuada após o fecho de contas de dois exercícios completos, no caso, 2007 e 2008. Eis então chegado o momento. Ainda na sua última exposição, a Solverde apresenta em defesa da sua exigência a sucessiva perda de quota de mercado ao longo deste tempo. No ano anterior à abertura da casa de jogo de Lisboa, o grupo de Violas detinha uma quota de 31,4%. Desde então que tem sido sempre a descer, para se fixar nos actuais 24,45%."

Jornal de Negócios

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