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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Porto bate recorde de assistência da Red Bull Air Race - 720 mil espectadores

720 mil pessoas lotaram as margens do Douro no dia da corrida, vencida pelo britânico Paul Bonhomme. Mais do que as 630 mil de Budapeste, que tinha sido o recorde da época. E o Porto vai voltar a acolher a competição.

Quem tivesse dúvidas sobre a continuação, ano após ano, do tremendo sucesso da festa dos aviões nas margens de Porto e Gaia, teve ontem a resposta: 720 mil pessoas lotaram todos os espaços possíveis, desde que houvesse o mínimo de visibilidade sobre o Douro. Em vez de perder espectadores, o Air Race do Douro ganha-os a cada edição que passa. Desta vez, houve um recorde absoluto de assistência no dia das corridas. Durante a semana de preparação da prova, André Carvalho, director de marketing da Red Bull Portugal, duvidava que pudessem caber nas zonas históricas de Porto e Gaia mais do que as 650 mil pessoas, que marcaram presença no dia de corridas do ano passado. Porém, este ano, a marca foi superada em 70 mil espectadores, segundo uma estimativa feita através de dados recolhidos pelos helicópteros da organização.

O recorde atinge proporções planetárias, já que, também segundo dados da organização, a etapa portuense bateu os números de público das outras quatro etapas que se tinham realizado até ao momento. A maior assistência da temporada tinha acontecido em Budapeste, com 630 mil pessoas nas margens do Danúbio. Windsor, no Canadá, também se aproximou destes números.

Já as etapas de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e de San Diego, nos Estados Unidos, estiveram abaixo das expectativas em termos de público. Os 720 mil entusiastas dos ases da aviação que ontem emolduraram os centros históricos de Porto e Gaia representaram um novo recorde, depois das 200 mil pessoas que no sábado terem chegado para alcançar a marca de maior assistência num dia de qualificações.

Feliz com o banho de multidão nas margens do Douro e com a promoção turística que um evento transmitido para 137 países em todo o mundo traz à cidade, o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, salientou o enorme retorno mediático e financeiro - calculado em valores estimados entre os 17 e os 23 milhões de euros, num estudo realizado pela Faculdade de Economia do Porto -, aproveitando para deixar a porta aberta para as regresso dos aviões no próximo ano. "Tinha algumas dúvidas se, nesta terceira edição, nós conseguíamos ter o mesmo nível de assistência nas margens do rio. Efectivamente, verifica-se que não há menos gente que em anos anteriores, antes pelo contrário", referiu o autarca portuense, que disse não poder garantir a cem por cento o regresso dos aviões no próximo ano por uma questão meramente eleitoral. O contrato de três anos entre a Red Bull e as entidades portuguesas terminou ontem e, apesar de haver negociações em curso, conforme revelou Fernando Figueiredo, da organização portuguesa da prova - facto confirmado Rui Rio -, o edil ainda não pôde anunciar de forma categórica o regresso do espectáculo dos céus no próximo triénio: "Se ganhar as eleições, tenho obrigação de manter esta aposta. Há conversações com a Redbull e disponibilidade deles para continuarem a vir ao Porto, agora, neste momento, não me posso comprometer com algo que poderá não passar por mim no futuro." A assinatura de novo acordo depende também da Câmara de Gaia, que já terá revelado o seu interesse em manter o evento para os próximos três anos - Luís Filipe Menezes até já falou em aumentar o investimento, que ronda o meio milhão de euros por cada autarquia. Uma iniciativa que, a concretizar-se, terá de voltar a congregar esforços entre as autarquias, o poder central e entidades que trazem patrocínios de peso, em particular, o Turismo do Porto e do Norte de Portugal.

Diário de Notícias

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Romaria da Senhora d'Agonia custa 400 mil euros e gera negócios de mais de 10 milhões

A Romaria da Senhora d'Agonia vai gerar, este ano, um volume de negócios que ascenderá a mais de dez milhões de euros, entre restauração, alojamento, comércio e serviços, mas a festa, propriamente dita, custa apenas 400 mil euros. Apenas 80 mil são dinheiros públicos, atribuídos directamente pela Câmara de Viana do Castelo.

"As contas são fáceis de fazer. Falamos de mais de 700 mil pessoas ao longo dos dias da festa e se por cada uma fizermos um gasto de 15 a 20 euros, que dá para duas refeições e uma lembrança, chegamos a um negócio de vários milhões", explicou ao DN Francisco Sampaio, ex-presidente da Região de Turismo do Alto-Minho e da organização da Romaria. Desta forma, segundo contas oficiais, a romaria poderá gerar, directa ou indirectamente, entre 10 a 15 milhões de euros. "Esse valor pode ser ainda superior porque a nossa expectativa é de ter um milhão de forasteiros. Não vem ninguém à festa que tenha para gastar 20 a 30 euros para gastar", acrescentou.

Fernanda Natário, proprietária da típica pastelaria Manel Natário, vê o trabalho aumentar durante as Festas. "O Biscoito de Viana, que é uma patente registada nossa, as meias luas, as bolas de berlim, os manjericos, os salgadinhos" são os produtos mais procurados por quem visita esta pastelaria no centro de Viana, garante a "herdeira" do negócio do falecido "Manelzinho Natario". "Há cada vez mais trabalho, sobretudo nesta altura", diz ainda. As lojas de produtos regionais também um ponto de paragem para os forasteiros, sobretudo durante a festa. Carla Ivone, funcionária de uma loja regional, nota mais visitas ao estabelecimento onde trabalha desde de pequena. Mas maioritariamente emigrantes "que vêm comprar os trajes regionais". "Já o turista compra os postais e pouco mais", lamenta.

Diário de Notícias