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quinta-feira, 4 de março de 2010

Plano Estratégico de Aveiro pouco consensual

O Plano Estratégico do Concelho de Aveiro, que está a ser elaborado pela Câmara, deverá estar concluído em finais deste mês, mas está longe de ser consensual.

Na apresentação público do relatório preliminar, em que participaram vários cidadãos e forças vivas da cidade, foram ouvidas críticas à "falta de ambição" e "falta de identidade" do PECA, que assenta a sua estratégia de projectos em áreas como a mobilidade, a sustentabilidade, o turismo, as novas tecnologias e o ambiente.

Belmiro Couto, empresário e antigo vereador da autarquia, focou as suas críticas na área do turismo, por considerar que os projectos apresentados se baseiam "apenas em bases de dados". Considera que é importante "ser-se ambicioso" e nesta área pensar, por exemplo, "na construção de um terminal de cruzeiros ou num porto de recreio para Aveiro".

André Costa, da Câmara de Aveiro, e um dos responsáveis pela elaboração do PECA em conjunto com a Sociedade Portuguesa de Inovação, considera que todas as críticas e sugestões "são bem-vindas", ainda assim, reitera que "alguns destes projectos constam do plano". "Temos previsto um porto de recreio, mas nem todas as pessoas conseguiram ler o documento que é extenso. Mas iremos ter em conta tudo o que nos for enviado".

Também Pompílio Souto, arquitecto, foi crítico em relação ao plano, sobretudo na área da educação. Disse lamentar que o PECA tivesse sido feito "tendo por base a Carta Educativa, que é um mau documento". "Estranho que o plano assente neste documento e não sugira a sua revisão".

André Costa disse, ao JN, que "qualquer projecto nesta área, sobretudo a construção de novos equipamentos, tem de ser feito de acordo com a Carta Educativa. Se assim não for, não teremos possibilidade de recorrer a financiamento", disse, acrescentando que a Carta "está a ser revista".

Via Jornal de Notícias

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Entrevista Porto e Norte de Portugal: Promoção interna e externa juntas numa entidade

"Em fase de estabilização e consolidação da sua estrutura organizacional e funcional, o Turismo do Porto e Norte de Portugal, defende que a promoção interna e externa da região deve estar sob a responsabilidade de uma mesma entidade, o que poderá acontecer a muito breve prazo. Melchior Moreira, presidente desta entidade, em entrevista à Ambitur, destaca o trabalho feito nestes primeiros meses de existência.


A Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte de Portugal está a actuar no terreno com que prioridades?

A Turismo do Porto e Norte de Portugal, E.R. está em fase de estabilização e consolidação da sua estrutura organizacional e funcional.

Estamos a actuar no terreno no sentido de posicionar a nossa logomarca traduzindo uma identidade coerente e integrada assente na dinamização dos produtos estratégicos, especificamente, MI e City & Short Breaks; Touring Cultural & Paisagístico e Patrimónios; Saúde e Bem-Estar; Turismo de Natureza; Turismo Religioso; Gastronomia e Vinhos, sugerindo uma ancoragem numa lógica de produtos estratégicos, capaz de delinear o percurso a seguir de harmonia com o desiderato da política para o sector como alavanca da economia nacional.

Temos já, em pleno funcionamento, duas Delegações de Produto Estratégico, respectivamente, Turismo de Saúde e Bem-Estar (Chaves) e Turismo de Natureza (Bragança), que se traduzem em estruturas profissionalizadas e especializadas na implementação, desenvolvimento, consolidação e dinamização dos produtos que definem a vocação turística da região.

Registamos parcerias estratégicas com os Municípios que se têm traduzido em acções de promoção específicas já concretizadas com grande êxito.

De referir também a parceria estratégica com a Xunta da Galiza, que irá concretizar-se através do estabelecimento de protocolos de colaboração entre as duas regiões que contribuam para a afirmação do Norte enquanto destino de Saúde e Bem-Estar e que será operacionalizada através da partilha de know-how e canais de distribuição, da concretização de acções promocionais conjuntas e da exploração de economias de escala.

Destaque ainda para o conjunto de 13 sessões formativas/informativas sobre o novo Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos e Sistemas de Apoio Financeiro para as Empresas do Turismo, que realizamos nos passados meses de Abril e Maio em estreita parceria com os Municípios do Porto e Norte de Portugal e que abrangeram cerca de 500 empresários.

Através destas sessões de esclarecimento aos empresários a TPNP,E.R. estreitou o relacionamento com o sector e com o trade, tendo para esse efeito constituído internamente um departamento designado por Gabinete de Apoio ao Investidor formado por um conjunto de profissionais qualificados na orientação ao investimento e licenciamento turístico, tendo já sido recepcionados inúmeros telefonemas através da Linha Azul 808 202 202 e pelo email: apoio.investidor@portoenorte.pt.

Neste quadro de desenvolvimento turístico, a TPNP-ER está determinada em aumentar a taxa de ocupação média anual, a estada media dos turistas na região, o revpar regional, o gasto médio turístico, qualificar os recursos humanos do turismo, contribuir para a criação de novos postos de trabalho e, por fim, melhorar as condições de vida das populações locais sem as quais não será possível o alcance deste objectivos estratégicos.

Em suma, as nossas prioridades passam, invariavelmente, por um profícuo diálogo com todos aqueles que têm responsabilidades acrescidas na consolidação da imagem turística deste território no sentido de partilharmos a responsabilidade e o orgulho de conquistarmos para esta região um lugar de destaque no âmbito dos Destinos Turísticos de Portugal. Responsabilidade assente em compromissos estratégicos cujos pilares são: Formação e Promoção / Excelência e Qualidade, como vectores fundamentais que estruturam a missão da nova Entidade Regional de Turismo. Este é, sem dúvida, o caminho que melhor nos conduzirá a atingir o desígnio que nos propusemos: elevar o Porto e Norte ao pódio dos três principais Destinos Turísticos de Portugal.


A ERT Porto e Norte de Portugal poderá albergar mais competências do que as da promoção turística da região ao nível nacional?

A promoção externa da região tem estado a cargo de uma Agência Regional de Promoção Turística. Defendemos que a promoção interna e externa da região do Porto e Norte de Portugal, E.R. deve estar sob a responsabilidade de uma mesma entidade, o que poderá acontecer a muito breve prazo.


Que competências adicionais gostava que vos fossem atribuídas?

Consideramos fundamental tornar exequível a partilha de competências com o Turismo de Portugal, nomeadamente, ao nível dos pareceres no domínio dos Empreendimentos Turísticos, bem como no acompanhamento e execução de projectos de investimento, apoiando tecnicamente os actores que operam no espaço regional.

De facto, quem está no terreno conhece melhor as potencialidades e os aspectos a corrigir. As ERT's devem estar dotadas de capacidade técnica e financeira para apoiarem efectivamente o processo de desenvolvimento do Sector.

Destaque, ainda, para os pareceres no âmbito dos processos da Declaração de Utilidade Turística (benefícios fiscais) não previstos na lei, mas cuja intervenção de uma estrutura como a ERT pode ajudar a uma decisão mais próxima no terreno.

Consideramos, ainda, fundamental, protocolar com a Associação Nacional de Municípios Portugueses. No domínio do planeamento torna-se fundamental apoiar a tomada de decisão nas diversas áreas de intervenção Municipal relacionadas, directa ou indirectamente, com o sector, enquadrando as acções na recuperação do património, em infra-estruturas e no espaço público.


A entidade regional de turismo Porto e Norte de Portugal tem conseguido congregar os vários interesses da região (interesses privados entre outros)?

Temos privilegiado uma profícua colaboração com os agentes privados e Municípios que se têm afirmado como parceiros privilegiados no âmbito das nossas acções.

Ambitur

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Norte pode ser o terceiro destino turístico português

"O turismo volta a ser lembrado como um sector importante para o desenvolvimento, nomeadamente do Norte do país. “O Norte tem potencial para ser o terceiro destino turístico nacional”. Uma das ideias chave que saiu de um encontro que se realizou – estamos a falar das Jornadas Municipais sobre o Turismo -, recentemente, no Instituto Empresarial do Minho (IEMinho), em Vila Verde. “Dos 10 produtos considerados estratégicos para o turismo nacional, o Norte tem seis deles”, destaca Melchior Moreira, presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Mas, para que isto aconteça, é preciso proceder a algumas mudanças. Melchior Moreira destaca o papel das autarquias, nomeadamente no redimensionamento de novas formas de intervenção no sector, alertando ainda os empresários para o facto de se estar a vender mal a região. “Não se está a saber vender com qualidade o território e a marca região”, sublinha. E Melchior Moreira continua o seu raciocínio ao afirmar que é “fundamental saber vender a região, os destinos e os produtos”. Uma opinião partilhada por outros dos oradores presentes nestas jornadas. O presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, José Manuel Fernandes, fala na necessidade de o Norte “aproveitar os seus recursos endógenos, usando o turismo para promover o emprego”. O edil alertou ainda para a “falta de equidade na atribuição dos incentivos de apoio ao turismo na região”.

António Marques, a falar pelo IEMinho, mostra o interesse deste instituto em ver estas ideias andarem para a frente. “Estamos a falar numa região relevante, como é o caso do Norte, e numa sub-região do Minho, como é o Cávado, às quais o IEMinho não pode ficar indiferente”.

Internacionalização da região é fundamental

E que mais se pode fazer em nome do turismo nortenho? Ora, Nuno Fazenda, perito coordenador da Agenda Regional de Turismo/CCDRN, fala da “internacionalização da região” como algo de crucial a que se deve juntar ainda uma “aplicação eficaz dos fundos estruturais”. E acrescenta: “Não se pode desenvolver a região assente, apenas, num único destino”. O mesmo se pode dizer em relação aos mercados emissores: estes não podem ser vistos com um único olhar. O mercado, destaca Agostinho Peixoto, do Gabinete de Apoio ao Investidor, Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal, “não é o mesmo”. E isto porque, como explica este especialista, as necessidades e os desejos dos turistas não são os mesmos. “O fenómeno low-cost e as novas tecnologias trouxeram uma nova forma de ver o turismo e, por isso, é fundamental haver um reposicionamento do mercado”, referiu ainda Agostinho Peixoto."


Vida Económica - 19.12.2008