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quarta-feira, 10 de março de 2010

Cruzeiros no Porto de Leixões crescem 1400%

O movimento de passageiros dos navios de cruzeiro nos portos portugueses atingiu, em 2009, os 945 034 passageiros, o maior número de sempre, ultrapassando assim os 904 600 turistas que visitaram Portugal em 2008, o que corresponde a um crescimento de 4%. Este número inclui os passageiros recebidos nos portos de Leixões, Lisboa, Portimão, Funchal, Açores e, este ano também, de Viana do Castelo e de Cascais.

Segundo o relatório do Porto de Lisboa, este recorde foi determinado pelo aumento de 94% do segmento de turnaround que contabilizou 97 439 passageiros, o número mais elevado de sempre, contra os 50 223 registados no ano anterior. Embarcaram nos portos portugueses 49 928 passageiros (mais 102%) e desembarcaram 47 511 (mais 86%). Apesar de o porto do Funchal ter registado uma variação positiva, os portos de Lisboa (mais 116%), Portimão (mais 5335%) e Leixões (mais 1366%) foram os principais responsáveis por este crescimento, sendo de referir que, pela primeira vez, se realizaram operações de cruzeiro com início e fim nos portos de Portimão e Leixões, ambas realizadas pelo navio Princess Danae.

No que se refere aos passageiros em trânsito, ainda que tenha ocorrido um decréscimo global de 1%, os portos do Funchal e Portimão registaram crescimentos de 8 e de 100%, respectivamente.

Na realidade, foram estes dois portos e Lisboa que, em termos do número total de passageiros, contabilizaram um maior número face a 2008, tendo o porto do Funchal liderado a nível nacional com um total de 435 821.

Apesar de se ter verificado um crescimento de 4% no número total de passageiros que visitaram Portugal, registou-se um decréscimo de 3% no número de escalas de navios de cruzeiro – 719 (em 2009) contra as 739 contabilizadas em 2008 –, o que significa, justifica o Porto de Lisboa, que os portos nacionais foram escalados por navios de maior dimensão. No entanto, as escalas em turnaround atingiram um número nunca antes alcançado, ou seja, 100, que correspondeu a um crescimento de 69%.

À semelhança do ocorrido nos passageiros, os portos do Funchal e de Portimão foram os que registaram crescimentos no número de escalas, 3% e 46%, respectivamente, tendo, no entanto, a liderança continuado a pertencer a Lisboa, com 294 escalas.

Refira-se que as cidades de Cascais e de Viana do Castelo foram incluídas nos itinerários de quatro e um navios de cruzeiro, respectivamente, situação que não ocorreu em 2008.

Via Publituris

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Cruzeiros em Leixões crescem 60%

A Administração do Porto de Lisboa (APL) divulgou o ranking 2008 dos portos de cruzeiros, de onde se retira que o terminal lisboeta foi o maior porto nacional, o quinto maior da Península Ibérica, o número 27 na Europa, e o 60º no mundo inteiro. Em termos ibéricos, o Porto do Funchal ocupou o sexto lugar, enquanto Portimão ficava em 21º. Tendo em conta os cruzeiros de mediterrâneo, Lisboa ocupa o 25º lugar, seguido do Porto do Funchal.Da lista disponibilizada pela APL destaca-se Miami, como infraestrutura que mais navios recebe no mundo. No contexto europeu, Barcelona é a cidade rainha dos cruzeiros, ocupando o primeiro lugar, e o sexto no mundo inteiro. No ano passado, os turistas que chegaram a Lisboa de cruzeiro valeu à APL a subida de um lugar no ranking europeu para o 27º lugar, graças ao nono maior crescimento em tráfego de passageiros num universo de 29 , com uma subida de 33,5%. Segundo este ranking, o porto com maior crescimento de 2007 para 2008 foi o Porto de Portimão, com um aumento de passageiros na ordem dos 93,5%, seguido de Leixões com uma subida de 60,5%, e o Funchal com um aumento de de passageiros situado nos 20,1%. No ano passado, apenas o Porto do Funchal caiu em tráfego de passageiros, 23,2% em relação a 2007.

Publituris

HostelPorto.com

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Douro Azul acusa Menezes de querer deslocar os barcos do cais de Gaia por "perseguição"

A proposta que Luís Filipe Menezes apresentou ontem, de deslocar o porto do cais de Gaia para o Areinho de Oliveira do Douro deixou "perturbado" o dono da Douro Azul, a responsável por grande parte dos serviços de turismo fluvial na região. Mário Ferreira, proprietário e administrador da empresa, considera a decisão do presidente da câmara "prepotente"e queixa-se de "perseguição, no verdadeiro sentido da palavra".


Para Mário Ferreira, a continuidade dos barcos turísticos no cais de Gaia "parece ser um problema pessoal do autarca". "Parece ser um capricho próprio do senhor Filipe Menezes, desde o dia em que não via bem o fogo-de-artifício nas festas do São João".


Numa carta enviada a vários órgãos de comunicação social, o administrador da Douro Azul considera ainda que os planos de Menezes de transferir o fluxo turístico do centro histórico para Oliveira do Douro demonstram a "visão retrógrada e falta de mundo" do presidente da Câmara de Gaia. "Quer agora o senhor autarca retirar o turismo do coração histórico e enviá-lo para os arredores da cidade, onde as vistas serão uma fantástica bomba de gasolina e as roulottes de cachorro quente que ali se juntam durante a noite", ironiza Mário Ferreira, que lembra que estes planos nunca foram discutidos e que Menezes tomou esta decisão "sem nunca ter tido uma conversa com nenhum dos armadores".


No mesmo documento, o administrador da Douro Azul acusa Luís Filipe Menezes de ter "pressionado a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) para passar as margens [do rio] para o controlo da Câmara de Gaia", pedido que foi recusado, comenta, "porque prevaleceu o bom senso".


Mário Ferreira acusa ainda o autarca de lhe dirigir "constantes ataques subtis e sem frontalidade". Por isso, o administrador da Douro Azul admite poder vir a sofrer retaliações pelas denúncias que acaba de fazer. "Pronuncio-me consciente das retaliações futuras de que continuarei a ser alvo, mas nunca vítima", adverte Mário Ferreira.


Em resposta à reacção do administrador da Douro Azul, o vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa, esclareceu ontem que os planos de alteração do porto "não visam atacar ninguém". E acrescentou que a reacção de Mário Ferreira "é própria de quem não conhece o projecto da autarquia".


Para o vice-presidente da Câmara de Gaia, as críticas do administrador da Douro Azul são "extemporâneas e despropositadas", porque não está nos planos da autarquia manter o Areinho de Oliveira do Douro isolado do resto da cidade. "Uma das propostas [da Câmara de Gaia] é a criação de um pólo turístico para a zona de Oliveira do Douro, com um centro náutico para barcos-hotéis", argumenta Marco António Costa, que acrescenta que está previsto manter os barcos turísticos mais pequenos a operar no cais de Gaia.


O vice-presidente da câmara explica, assim, que o projecto concebido para Oliveira do Douro visa criar ali uma situação muito semelhante à que existe actualmente no centro histórico. "Vamos fazer para norte o que já fizemos para sul, na marginal marítima", sublinha.



Público

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Leixões estreia-se com cruzeiro que parte e termina no seu Porto

Cabe ao navio Princess Danae, da companhia Classic International Cruises, a honra de inaugurar o Porto de Leixões em viagens de cruzeiros com início e fim no referido complexo portuário. O Princess Danae faz-se ao mar no dia 2 de Setembro com destino a Gibraltar e Tânger, e levará os passageiros numa viagem de quatro noites e cinco dias. O desembarque será no dia 6 de Setembro.

Publituris

domingo, 23 de agosto de 2009

Rio Douro acolheu menos turistas no 1.º semestre

A navegação turística e de recreio efectuada ao longo do rio Douro resgitou uma quebra de 14% no primeiro semestre do ano, face a igual período de 2008, uma evolução interpretada de forma diversa pelos operadores turísticos.

Tendo em conta os valores indicados para o turismo, verifica-se ter havido uma descida de 54 238 turistas que usaram a via navegável no primeiro semestre de 2008, para 47 090, este ano, ou seja, uma queda de 13,1%.

Os números não surpreendem Manuel Almeida, da operadora turística Douro Acima, para quem, na conjuntura actual, é natural que desçam e "continuem".

No entanto, faz algumas apreciações, lembrando que os cruzeiros, sem ser em barco/hotel, "são na maioria feitos por portugueses". Nesse contexto, admite uma quebra no mercado, "uma vez que muitos já fizeram essa viagem". Aliás, afirma que o declínio também se notou no ano passado e lamenta que não haja "divulgação suficente" para atrair mais estrangeiros.

Quanto aos cruzeiros das seis pontes, feitos maioritariamente por estrangeiros, reconhece haver também "uma quebra".

Já para Mário Ferreira, dono da operadora turística Douro Azul, estes números não reflectem a realidade da empresa, dizendo estar a ter "o melhor ano de sempre".

Para explicar começa por dizer que o número de turistas contabilizados pelo IPTM são apenas os que passam por uma barragem, "excluindo os que fazem os cruzeiros das seis pontes, que são muitos todos os dias".

Por outro lado, adianta que a actividade da sua empresa aumentou 11% no 1.º semestre e, "em Agosto, até dia 17, já tinha ultrapassado "um milhão de euros em cruzeiros, o mesmo valor feito no mesmo mês ano passado".

Admitindo uma quebra do mercado inglês, Mário Ferreira frisou que a empresa já estava preparada, tendo começado a trabalhar com outros operadores: suíços, belgas, israelitas, australianos, além de ter havido um aumento de 10% de turistas americanos.

O número de pessoas que cruzaram o Douro em embarções de recreio também dimiuiu de 1169 para 819 (-30%). No entanto, João Pinheiro, director do porto do Freixo, diz que o espaço está quase lotado, embora observe haver "menos abastecimento de combustível e menos uso das embarcações", situação que também atribui à instabilidade meteorológica, além da crise.

Jornal de Notícias