segunda-feira, 1 de março de 2010

Fantasporto é pretexto para visitar a Invicta

Os 300 quilómetros que separam Lisboa do Porto são, por vezes, uma desculpa para que a vida cultural das duas cidades não se cruze. Contudo, existem eventos como o Fantasporto que têm o efeito contrário.

Pedro Godinho, de 26 anos, é estudante de Filosofia e veio de Lisboa com mais quatro amigos "pelo cinema", mas também porque este é um bom "pretexto para vir ao Porto". O que mais o atrai não é especificamente o cinema fantástico, mas a diversidade que o cartaz do festival oferece.

Este grupo de cinco amigos, vindos de Lisboa, Fundão e Aveiro, não temeu o mau tempo e fez-se à estrada na noite de sexta-feira para aproveitar um fim-de-semana que se dividiu entre o cinema e a vida nocturna do Norte.

Se para Pedro esta é já a terceira edição do Fantasporto a que assiste, para Miguel Campos, de 21 anos, 2010 é uma estreia absoluta.

"Ontem [sábado] estive a ver o 'La horde', um filme francês de zombies, e estiveram cá os realizadores a falar um pouco connosco. Acho que essa iniciativa é muito boa", destacou Miguel, que, apesar de só ter consguido ver dois filmes, faz um balanço positivo da primeira ida ao festival. Já Marta Fernandes, que esteve em edições anteriores, lamenta o número reduzido de películas visionadas, culpa das longas noites da Invicta.

Na capital, Pedro costuma assistir ao IndieLisboa e ao DocLisboa, mas acha que o "Fantas" "é dos festivais que têm uma relação mais próxima com a cidade", considerando mesmo que, em termos de organização, talvez seja dos melhores.

Somando o preço dos bilhetes, combustível e uma residencial "low cost", um fim-de-semana de "Fantas" e Porto fica entre os 100 e 150 euros. Pedro assume que esta quantia faz mossa no orçamento, mas "também é só uma vez por ano".

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